Sexta-feira, Setembro 15, 2006

all your home are belong to classical music

Agora com esse hábito de descer ao play pra fazer exercício estou ouvindo com freqüência a rádio MEC. Uma coisa puxa a outra, a televisão já está se tornando uma persona non grata aqui em casa (quando Marcia não está por perto), e o Globo está com uma promoção de CDs... Conseqüência final: a casa está quase todo o dia preenchida por música clássica.

Agora mesmo estamos ouvindo Chopin. Vovó Maria, mamãe da mamãe, tocava ao piano. Mamãe ouve os concertos aos suspiros, e nos momentos mais excitantes fica de um lado para o outro pelo corredor, me perguntando Tá ouvindo, tá ouvindo? Sim, mãe, tô ouvindo.

Eu gosto muito dos concertos para piano do Chopin -- infelizmente não temos mais por aqui os Noturnos, que eu tenho certeza que tínhamos em uma edição especial de capa branquinha da Deustch Grammophone, regência do Claudio Abbado. (Acho que foi roubado no infame episódio ocorrido na casa de Macaé.)

Hoje em dia eu gosto mais de sinfonias -- sendo que a diferença pra mim está na maior homogeneidade de instrumentos, ao contrários desses concertos que são dominados por um instrumento só. Tenho ouvido com freqüência duas em particular: a Titan, de Mahler, e a Rhapsody in Blue de Gershwin.

Outro dia deu-se um debate sobre se Gershwin seria ou não seria "música clássica". Acredito que suas composições sejam sem dúvida descendentes legítimas do que é bem aceito como música clássica, mas entendo que um compositor de scores para Hollywood não seja facilmente visto como "compositor clássico".

Infelizmente perdi a sinfonia das mil vozes que o projeto Aquarius executou na praia de Copacabana.

(Quando não estou ouvindo nada disso, estou ouvindo Air. Air é muito bom. Estou esperando a oportunidade de usar como fuck music.)

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