Rurouni Kenshin: The OVA Collection
Mifu. A CD Point finalmente está oferecendo a coleção de OVA do RK.
E ainda falta o Sakura Book Set...
...do cansaço dessa vida, e do peso de ter que ser alguém...
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Algumas quotes legais do Botequim Socialista e comunidades relacionadas:
"Lula obteve exatos 69,69% dos votos. Ô estado sacaninha! Até em eleição pra presidente tem sacanagem (no ótimo sentido) no meio!"
"Ver o Alckmin ser menos votado do que no primeiro turno: Não tem preço!"
"agora podemos voltar a falar mal do nosso governo!"
"Mas, hj, não quero mais argumentos: acabei de chegar da zona (kkk), onde entrei numa cabininha, apertei uns botões, e saí de lá sorrindo."
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Tópicos: política
Todo mundo votando, e eu aqui torcendo pelo Olívio no Rio Grande do Sul e pelo Requião no Paraná. Não torço pro Lula porque não precisa, o governo federal a gente já garantiu.
E depois é ir ao Botequim Socialista beber até cair de alegria.
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Tópicos: política
Antigamente, eu trabalhava em suporte técnico num centro de atendimento a clientes 24 horas por dia, 7 dias por semana. Um dia recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto. Eu disse a ele "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana." Ele respondeu: "Pelo horário do Leste ou do Oceano Pacífico?"
Querendo acabar com o assunto rapidamente, respondi: "Horário do Pacífico."
Ele também vota!!!
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Tópicos: política
Está rolando uma enquete maligna no Botequim Socialista.
Um sujeito perguntou:
Vc teria a perder com uma revolução comunista?
Convicções ideológicas, altruísmo, espírito de abnegação, desejos e aspirações à parte, vc´s teriam algo a perder, em termos puramente concretos caso ocorresse uma revolução comunista no Brasil? Trata-se apenas de uma curiosidade, por assim dizer, 'estatística'... destarte, não é necessário uma resposta alentada, basta dizer SIM ou NÃO.
Um sujeito respondeu:
Se encostarem nas minhas estantes eu mando esse bando de comunista pro inferno na mesma hora.
Fora isso, não. Minha declaração de bens é de adolescente, o mais caro é o coturno. E todo mundo sabe que revolução comunista significa farta distribuição de coturnos.
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Vai ser quinta-feira no Teatro Odisséia.
Eu não vou. :-(
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Tópicos: música
Olhando uma casa, meu irmão perguntou à corretora de imóveis de que lado era o norte, porque, explicou ele, ele não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. Ela perguntou, "O sol nasce no norte?"
Quando meu irmão explicou que o sol nasce no Leste (e aliás há um bom tempo isso vem acontecendo), ela sacudiu a cabeça e disse "Ah, sabe, eu não me mantenho atualizada a respeito desse tipo de coisa."
Ela também vota!!!
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Tópicos: política
Recebi por email, ri demais.
Um sujeito comprou uma geladeira nova. Para livrar-se da geladeira velha, colocou-a no gramado em frente à casa e pendurou um aviso dizendo: "De graça para um bom lar. Se a quiser, basta levá-la." A geladeira ficou lá três dias sem receber sequer um segundo olhar dos passantes. Finalmente, o sujeito chegou à conclusão de que as pessoas não acreditavam no que ele estava propondo. Parecia bom demais para ser verdade, e ele então mudou o aviso, que passou a ser: "Geladeira à venda, por R$150 Reais." No dia seguinte alguém a tinha roubado.
Cuidado. Esse tipo de gente vota...
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Tópicos: política
Olha... O filme é, curto e grosso, clichê.
Porém é um perfeito desenvolvimento do clichê.
É realmente perfeito.
Não importa de onde veio o clichê, é melhor esquecer e imaginar que tudo começou aqui.
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Tópicos: cinema
Em nosso tempo de vida nós veremos mais um bug catastrófico dos sistemas de computação: o bug do ano 2038.
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Amanhã, no Saloon 79.
As Terças do Blues no Saloon são muito boas, e rola uma rodada dupla de chopp no happy hour.
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Tópicos: música
Hoje um calouro quase pulou no meu pescoço porque, numa discussão sobre genialidade que se perde, eu chamei de mané seu herói da Física por não ter deixado um legado mesmo já estando estabalecida a imprensa.
Ninguém merece.
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Um colega de trabalho me repassou um thread de discussão da lista dos amigos dele sobre a política brasileira, que começa com uma bandalha doida e termina com o comentário de um liberal tranqüilo.
Acho que a progressão é boa, então vou continuar daqui com o comentário de um social-democrata tranqüilo. Citarei pessoas que eu não conheço em uma tentativa natural de criticar suas posições. Se alguém se sentir ofendido... Bem.
Recentemente comentei com um amigo que eu respeito o liberalismo econômico do mesmo modo que respeito o Aikidô -- não é o meu jeito de fazer as coisas, mas com certeza é um jeito de fazer as coisas.
Porém, eu prezo mais facilmente um cara do Aikidô do que eu prezo um liberal. Vou explicar o por quê tomando como exemplo o Geraldo Alckmin e sua posição na disputa atual.
Obviamente em alguns setores nem tudo correu bem (setor elétrico, por exemplo). Nesse caso o problema não é a privatização em si, mas o marco regulatório mal construído. Trocando em miúdos, o Estado falhou e prover regras que criassem incentivos para que os agentes privados investissem (o Estado não soube consertar a falha de mercado).
Eu tenho em casa um livro chamado Quem foi Quem na Constituinte, editado pelo DIAP, coletando as atuações de cada deputado constituinte. Geraldo Alckmin votou contra a nacionalização do subsolo.
A argumentação liberal básica é: vamos deixar o mercado se virar, temos certeza que o bem virá no final. Pode ser. Mas quando um proto-militante da esquerda como eu diz que isso é "teoria", ele está literalmente dizendo que isso só existe no mundo da teoria, ignorando o mundo da prática. A teoria é boa sem pessoas e sem circunstâncias particulares.
O Estado nos últimos oito anos vendeu muitas das suas estatais para a iniciativa privada, tanto para arrecadar fundos quanto para se "desaparelhar", como diria o Alckmin.
Como a citação que eu fiz acima, realmente não se pode dizer facilmente que privatizar é ruim, mas talvez que uma privatização ou outra tenha sido mal feita.
Porém, tome o candidato liberal ao governo atual. Ele deseja desaparelhar o Estado. Ele deseja cortar gastos. Ele não deseja vender a estatal tal por esse e aquele motivo. Ele deseja desaparelhar o Estado -- simplesmente.
O que o simples e puro desejo de desaparelhar o estado resultou no governo passado?
A venda da Telerj para a Telegangue.
"Esta é a maior briga comercial da história do Brasil, segundo bem colocou Gushiken no seu depoimento na CPI. E a semente inicial foi o processo de privatização. Mais precisamente, a necessidade de se montar um consórcio diferente para produzir ágio nas vendas das empresas de telecomunicações, já que a maré externa entrava em uma corrente negativa. Na ânsia de vender "ar", o governo inventou o que o ex-BNDES Luiz Carlos Mendonça de Barros batizou de "telegangue", um consórcio cujo capital majoritário era dos fundos de pensão, mas o mando ficava com a iniciativa privada. Esse consórcio acabou comprando a Telemar. Na idéia do governo FHC, a "telegangue" iria somente fazer "figurino". Acontece que deu tudo errado. O grupo inventado por Mendonça de Barros e Ricardo Sérgio, do BB, para decoração da cena, ganhou. E os fundos de pensão acabaram entrando em duas ex-estatais diferentes: a Brasil Telecom e a Telemar. Sem poder de mando em ambas." - Clipping do site do Planejamento tirado do jornal Estado de São Paulo.
A venda da Embratel para a Telmex.
Hoje um dos dois backbones de Internet que conectam o Brasil com o mundo são de controle de uma empresa estrangeira. Preciso fazer comentários sobre valor estratégico? A Telmex revogou imediatamente todos os contratos de prestação de serviços para renegociar valores -- de uma forma tal que amigos meus tiveram seus pertences presos dentro do prédio da Embratel porque não podiam mais entrar.
Salvar bancos com dinheiro do fundo de desenvolvimento nacional conta como privatização? Podemos chamar isso de privatização do dinheiro de desenvolvimento nacional?
Privatização da Vale do Rio Doce.
"Há uma contestação do decreto 15/10, que insere a Vale do Rio Doce no Programa de Nacional de Desestatização (PND). Nós consideramos que a maioria das ações deveria permanecer em mãos da União. Também estamos questionando a parcialidade das empresas que fizeram a modelagem, do edital e a avaliação da empresa. Consideramos que o critério foi errado, porque não avaliou todo o patrimônio do que significava a Vale do Rio Doce. Era uma empresa que tinha um complexo industrial de 54 empresas, além de ser a maior exportadora de ferro do mundo e a maior exportadora de ouro da América Latina. Todo este patrimônio não foi avaliado." - entrevista da deputada federal Clair Martins (PT-PR) para a Agência Notícias do Planalto, de Abril de 2006.
"Uma comissão formada por solicitação da Câmara dos Deputados, que reuniu 22 especialistas ligados a centros de excelência das universidades brasileiras e a empresas nacionais de consultoria, constatou distorções metodológicas que conduziram a grosseira subavaliação do patrimônio da CVRD, trabalho entregue pelo BNDES à corretora norte-americana Merrill Lynch;" -- carta aberta ao então presidente Fernando Henrique em 1997.
Privatização no setor elétrico.
"Mais do que isso. Diante do racionamento de 2001, e da auto-imposta insuficiência de investimentos públicos em geração, induziu algumas distribuidoras a investir em produção. Para tornar o negócio financeiramente atraente, admitiu uma taxa interna de retorno dessas novas geradoras em 18% ou mais ao ano, reais, depois do imposto de renda. O negócio parecia quase tão bom quanto o over." - Editorial do site desempregozero.org.br.
Vou parar de enumerar para continuar, a partir deste último caso, a explicar por quê eu não quero um governo liberal do PSDB.
O que uma pessoa liberal, como eu, pensa é que não faz sentido o Estado atuar como empresário se a iniciativa privada pode atuar de forma mais eficiente.
Eu também acho.
Mas minha compreensão não alcança o motivo por que um governo que acredita que o Estado não deve agir como empresário, que acredita que a iniciativa privada pode atuar de forma mais eficiente, necessita vender um certo serot e depois admitir taxas especiais para esse setor se tornar mais atraente.
Por que salvar bancos com o dinheiro do BNDES? Se o mercado deve ser livre, ele deve também ser livre para se fuder; se um banco não lucra, que ele feche e dê espaço para os empreendimentos bem sucedidos, certo? Não interferência não é assim?
Eu enxergo hoje o compromisso entre os socialistas e os liberais na distribuição de tarefas sociais às ONGs. O Estado deseja que uma certa atividade social seja realizada, e ao invés de formar uma estatal ou autarquia ou coisa que o valha, separa a verba e escolhe uma ONG.
Eu enxergo hoje o compromisso de não vender a Petrobrás inteira, mas abrir parte do seu capital para que a sociedade participe, uma boa idéia. A iniciativa privada pode partilhar do lucro da Petrobrás, que o Estado não vai tirar mesmo, enquanto o Estado mantém o controle estratégico, que é o que lhe interessa.
Porém, mesmo após a péssima experiência com as vendas no setor energético, o governo do PSDB no estado de São Paulo no último ano (se não me engano na data) vendeu mais uma vez.
"A segunda operação suspeita acontece assim. Pegue uma empresa eficiente e lucrativa, avaliada em R$ 16 bilhões, com receita líquida de R$ 1,2 bilhão, lucro líquido de R$ 468 milhões e R$ 545 milhões em caixa. Um mundo de dinheiro. Espalhe a quatro ventos que você vai fazer um grande negócio: torrar essa mesma companhia por menos de R$ 2 bilhões. Se alguém reclamar, diga que você tem um outro negócio deficitário, e que vai usar o dinheiro arrecadado para saldar suas dívidas. Detalhe: os papagaios somam R$ 11 bilhões e o que você pode conseguir nem de longe tapa esse rombo.
Parece absurdo, mas é exatamente o que o governo do Estado de São Paulo pretende fazer com a maior e mais eficiente transmissora de energia elétrica do Brasil, a CTEEP. Pior. Monta a operação no apagar das luzes de sua gestão, numa pressa suspeita e após o modelo elétrico baseado na iniciativa privada ter provocado um apagão em 2001 e de ter elevado os preços da energia ao consumidor quase quatro vezes acima da inflação. Os valores descritos acima são todos números oficiais, levantados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)."
Esse caso é curioso à luz da crítica que o Geraldo Alckmin fez ao Lula no debate: o seu governo gastou uma quantidade enorme de dinheiro em juros. Não vou nem entrar na questão de quem é a responsabilidade pela dívida em primeiro lugar. Mas por quê você critica o pagamento de uma dívida em debate enquanto vende uma empresa como a CTEEP argumentando que precisa quitar uma dívida?
O comentário do Lula sobre essa atitude em entrevista recente foi curiosíssimo: lá em casa quando a gente tinha uma dívida não vendia a geladeira pra saldar. A gente trabalhava mais.
É esse um dos motivos porque eu até respeito o pensamento liberal, mas não vou votar hoje em um governo liberal do PSDB.
As contas do governo estão fechadas e o presidente diz: não vou cortar gastos. Eu aceito de bom grado que o governo atual não seja o governo mais eficiente e tenha muitos vazamentos de recursos. Não vou entrar na questão de onde que esses problemas se formaram. Mas como pode o Geraldo Alckmin dizer, na mesma frase, "eu vou cortar gastos, e vou investir mais"?
Mas tem gente que pensa diferente, acha que tem a situação que estamos é resultado de uma política neoliberal imperialista globalizante.
Eu não penso assim.
Eu penso que a situação em que estamos é conseqüência de uma política imperialista simples, a solução encontrada pelos brilhantes líderes militares do período ditatorial, recebida por um governo neo-liberal que governou para criar mínimos programas de distribuição de renda e máxima venda de estatais - o Programa Nacional de Desestatização.
Novamente, reitero: eu admito perfeitamente que todos os problemas ocorridos possivelmente foram "isolados" e que o fato de o país possuir enorme corrupção não seja culpa de nenhum governo isolado. Mas então façam me o favor de aplicar o mesmo critério ao governo atual.
E então retornaremos ao Geraldo Alckmin. Geraldo Alckmin representa o partido que diz: o governo atual não é capaz de administrar o Estado, e atualmente o administra mal, e por isso o Estado e ineficiente.
Porém, quando o sociólogo-mor Fernando Henrique Cardoso governava o Estado não foi capaz de administrar bem a atividade mais estratégica para a sua proposta: privatizações, o desaparelhamento do Estado.
Por que nós podemos deixar todas as comparações de lado, nós podemos até mesmo deixar a CPMF de lado, mas como pode um governo que vendeu essa quantidade imensa de patrimônio deixar essa quantidade imensa de dívida?
Qual foi o propósito desse negócio? Simplesmente se livrar da responsabilidade administrativa? Era mais fácil que as estatais fossem simplesmente doadas. Aparentemente, daria na mesma.
Sinceramente, se privatizar for eventualmente uma boa idéia, eu quero que o governo a fazê-lo seja o governo Lula.
(Continua na Parte II, em breve.)
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Tópicos: política
Dia sete de Dezembro, no Rio de Janeiro.
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Tópicos: música
Lula:
O meu governo mediu indicadores X maiores que os indicadores Y do governo passado.
Alckmin:
Vou cortar gastos e investir mais.
Conclusão:
Nem vale a pena discutir.
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22:44
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Recentemente, em uma inominável lista de discussão, escrevi uma curta crítica à uma mensagem anterior que arrancou alguns elogios de gente que eu respeito.
Segue para apreciação de vocês.
Ninguém quer um aluno imbecil que não saiba nada, que fazem enxurradas de perguntas imbecis (já vi retardado perguntando se RMP bania gripe!) iniciadores procuram pessoas capazes e independentes, ninguém com seriedade quer um bando de incompetentes esdrúxulos e toscos para baterem palmas vazias com palavras e números também vazios por alguém ter escravizado ou vampirizado o mesmo.
Esta atitude, sozinha, provoca o fatal fracasso de qualquer escola desta disciplina.
Esta atitude não se encontra em absolutamente qualquer outro lugar.
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Estávamos hoje eu e meu companheiro de guerrilha Osvaldo na Lapa comemorando o resultado estimado do vestibular UERJ 2007, falando sobre política, negócios e sobre a quantidade impressionante de mulheres no Arco Íris quando eu me lembrei que ainda estava com o pacote de Mentos que havíamos comprado na quarta-feira passada, quando então estávamos na rua da Assembléia bebendo na Kombi favorita da Ana Luiza.
Compramos depois da saideira uma latinha de Coca-Cola Light.
Olha.
Foi tiro e queda.
Mais da metade do volume vazou da latinha após a inserção de três balas Mentos.
O pacote está aqui comigo guardado; nosso próximo experimento científico envolverá uma garrafa de dois litros. Estão todos convidados a comparecer.
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22:35
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O artigo abaixo contém um erro conceitual idiota provocado por uma reordenação de última hora das citações em negrito. Eu estou informado, é claro, que a não agressão é um princípio fundamental do Aikidô. O ponto a contradizer era na verdade "este negócio não foi feito para lutar".
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10:48
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Neste post na comunidade Aikidô Brasil um sujeito argumenta que esta arte marcial não serve para combate. Esta afirmação em si é interessante o suficiente; além dela alguns comentários que a seguiram também me chamaram a atenção.
Curiosamente, neste fim de semana eu tive finalmente a oportunidade de exercitar uma troca inter-disciplinar -- como vocês sabem eu sou praticante de um estilo de kung fu chamado Ving Tsun.
"Tanto pela natureza dos movimentos (a maioria circulares) e das defesas realizadas, me pareceu ser o Aikidô completamente deficiente contra ataques rápidos e simultâneos (chutes, socos, joelhadas e cotoveladas combinadas); mas principalmente pela ausência de combate."
A minha primeiríssima impressão sobre o Aikidô era similar. Ela era conseqüência da única visão sobre esta arte marcial que eu havia tido: uma série de exercícios em que o oponente atacava com um movimento com a mão em forma de faca descendo de cima para baixo na cabeça do praticante; este, então, se defendendo com uma angulação do corpo para qualquer lado aproveitando o punho exposto para uma torção.
Meu problema com esta visão é o simples fato de que nenhum agressor experiente e/ou furioso atacará nesta forma tão desconcertante -- e portanto o exercício parece a princípio inválido. Descobri o motivo para este início tão curioso neste fim de semana, mas uma coisa de cada vez.
O Ving Tsun é uma arte marcial conhecida mundo afora pela sua eficiência em combate real. O estilo preza movimento curtos, econômicos, e direto ao ponto; e preza um controle continuado da situação de modo a proporcionar um, dois, três, quatro movimentos sem parar. Mas se o autor do artigo acima tivesse tido do Ving Tsun a mesma experiência do Aikidô que eu tive quando formei a ultrapassada opinião acima ele teria concluído que o Aikidô é muitíssimo mais eficiente em combate que o Ving Tsun.
O motivo para isso é que o praticante de Ving Tsun demora todo um primeiro nível (dentre seis que compreendem todo o sistema) sem dar um único passo. Todos os exercícios no nível siu nim tao são realizados sem se mover; além disso, apenas no último exercício deste nível os dois braços são utilizados ao mesmo tempo; o resto do nível inteiro exercita apenas um só.
Isto é claramente ridículo -- pois foi totalmente removido do seu contexto maior. Como uma arte tão bem reputada em combate pode ter um início tão simplório? O início é simplório porque ele é apenas o início. Isso pede, porém, uma digressão.
"o aikido e tao eficiente quanto o jiujitsu ou o muay thay...
depende do praticante e nao da arte marcial ser eficiente..."
Freqüentemente discussões sobre sistemas como sistemas de artes marciais sofrem esta tentativa de finalização feliz; eu discordo.
É, naturalmente, difícil medir a eficiência de um arte marcial, já que uma arte marcial não é um processo mensurável, mas uma ferramenta utilizável. Porém, não é impossível medir a eficiência de uma ferramenta -- é, somente, muito difícil.
A minha proposição teórica é simples: uma arte marcial é mais eficiente que outra quando ela é capaz de produzir um Mestre em menos tempo que a outra.
Esta proposição teórica é de utilidade dúbia: o que determina um Mestre, o que se quer dizer por "capaz"? Porém, se esta proposição faz ao menos sentido para você, ela insinuará a distinção que eu faço entre coleção de técnicas de defesa pessoal e sistema de arte marcial.
(Naturalmente estas idéias não são todas de minha autoria e a influência do meu sifu e meus sihing é decisiva.)
Para mim, a diferença entre uma arte marcial e defesa pessoal é o fato de uma arte marcial ser um sistema de desenvolvimento da expressividade corporal baseado em uma série de princípios norteadores a partir dos quais o sistema surge. Analogamente, um sistema filosófico é um entendimento de todas as coisas baseado em um princípio racional fundamental -- como todo o sistema cartesiano que se apóia na proposição cogito, ergo sum em contraposição a um manual de regras do bom comportamento.
A relevância disto é que uma coleção finita de técnicas de combate não tem como compreender toda situação de combate que venha a surgir; uma coleção infinita de técnicas de combate não tem como ser aprendida em sua totalidade; mas a maestria em um sistema de arte marcial tem a chance de se adaptar a qualquer situação.
Por que o corpo humano é um. Dois braços. Duas pernas. Em uma determinada simetria. Um mestre em artes marciais para mim é uma pessoa que tem completa consciência do seu corpo de modo a ser capaz de se adaptar a qualquer situação, aproveitar qualquer favorecimento, se ajustar a qualquer defavorecimento.
Coleções de técnicas de combate não tem a oportunidade de construir um Mestre; um sistema de arte marcial têm.
"Mas pelo menos de onde eu venho ouço sempre "Se alguém começa uma agressão já sai perdendo porque ele quebrou a harmonia""
Eu não acredito em nada disso -- e não acredito que o Aikidô tenha sido construído acreditando nisso.
Um sistema de arte marcial pode ser mais que apenas um meio de sobreviver a uma pancadaria. Mas um sistema de arte marcial é mais que apenas isso -- é inclusive isso. Se ele não é capaz de produzir a solução para estes dilemas, ele não pode ser completo -- então o que resta? Um conjunto de regras filosóficas ou sociais? Artes marciais são marciais -- e é na realidade do corpo, a realidade mais básica das realidades humanas, que ela constrói o seu valor fundamental.
Nem sempre quem começa uma agressão já sai perdendo. Eu convido qualquer praticante de Aikidô que acredite nisso de forma tão simples a se exercitar com um praticante de uma arte "de contato", como se diz. Eu mesmo possuo um entendimento de onde esta frase é verdadeira -- mas o contexto da discussão não favorece esta verdade.
Existem pessoas para quem golpear através de um espaço aberto é a mais pura noção de harmonia -- encher onde estava vazio.
A acusação do autor do tópico é simples: o Aikidô não presta pra combate porque o seu treino é ingênuo. Mas a própria acusação é ingênua. O que é o treino de combate "realista"?
A experiência de um praticante de Ving Tsun em combate é curiosamente frágil. No segundo nível ele começa a andar e a praticar o chi sao, um exercício em que os dois praticantes tocam os braços e buscam então atingir o tórax do outro -- o que naturalmente requer desvencilhar-se dos braços do oponente.
Este processo prossegue no próximo nível quando, no seu final, o praticante levanta uma perna num ensaio de chute pela primeira vez. Apenas no quarto nível algo próximo do combate -- com socos e chutes -- surge. Como este exercício totalmente simbólico pode servir para alguma coisa realista, contundente?
Ele serve porque você, ao exercitar estas praticas tão bem construídas, certas habilidades subjacentes penetram no seu sangue, no seu hábito, nas suas articulações, e na sua mente enquanto agente que aborda o mundo.
Isto é verdade porque estes exercícios não existem por si mesmos, mas como alavancas para levar o praticante à maestria dos princípios fundamentais do estilo -- princípios que existem para nortear a vida de uma pessoa na busca da sua expressão completa.
O que isso tudo tem a ver com combate?
"Aikido é eficiente em Vale tudo?
Não, o combate do Aikido é mais voltado para a estratégia e controle da situação. Um ringue é um ambiente controlado para duas pessoas dispostas a se espancar!"
Recentemente eu ouvi a seguinte história. Estava um sujeito e sua companheira em um restaurante. Ele é então abordado agressivamente por uma pessoa que se apresenta como um famoso lutador de vale tudo em tom de intimidação (afinal, vale tudo é vale tudo). Ele responde dizendo quem ele é como se nada tivesse acontecido, e a sua acompanhante treme de medo pelo que fatalmente pode acontecer.
É isso sábio? Talvez não, porque nós sabemos o que é um lutador de vale tudo e a diferença entre uma pessoa como essa e uma pessoa comum.
Porém, o sujeito, imediatamente após perceber a situação, segurou uma garrafa de vidro e a escondeu empunhada debaixo da mesa.
Quando nós falamos de combate, estamos falando de diversas situações diferentes com uma característica similar: o perigo físico. No início de O Tigre e o Dragão, a figura mascarada e a personagem principal lutam porque uma quer escapar e a outra quer capturar. Em um ringue de vale tudo ambos lutam para ganhar mais pontos ou obter um knock out. Em uma briga de bar as pessoas lutam para machucar a quem elas odeiam. Em uma guerra luta-se para controlar áreas geográficas.
Uma coleção de técnicas de desarme e torções de braço potencialmente produz um excelente soldado de forças especiais; mas o que produz um general? Opostamente, qual é o valor de um general que não compreende a natureza do combate corpo a corpo?
Qual é o propósito mais útil para se perseguir no início? É realmente óbvio que o treino com um golpeamento tão tosco como o do início do treino de Aikidô é ingênuo? Por que ele inicia assim? Qual é a conseqüência no âmago do praticante a propagação final desse processo? É preciso acompanhar toda uma trajetória nesse sistema para aprender.
Eu tive um vislumbre bem mais interessante desse processo recentemente e perdi completamente a impressão inicial que tive -- e que já havia diminuído seriamente após outras experiências. Era realmente a minha expectativa que isso acontecesse.
"Não estou desmerecendo aqui a questão do esporte Aikidô: não tenho a menor dúvida de seus benefícios físicos, emocionais e mentais."
Esta frase, que é um insulto velado, trás em resumo o engano do autor do tópico e o ponto fundamental do meu argumento.
Um sistema de arte marcial como o Aikidô trás benefícios físicos, emocionais e mentais, de uma forma evidentemente arquitetada para produzir, em conjunto, um ser humano de adaptabilidade fantástica.
Testar a capacidade de uma arte marcial tão suave como esta em produzir um combatente eficiente é provavelmente uma tarefa difícil -- porque convencer uma dessas pessoas a lutar com você será difícil.
Mas isto sim é um erro ingênuo, acreditar que uma pessoa que se recusa a lutar é incapaz de lutar -- e uma agressão nesta situação nos favorece bastante a concordar com o aforismo acima sobre harmonia.
Desejaria que praticantes de Aikidô não se enganem com esta aparente verdade -- que não serão um dia combatentes e que:
"O aikido não se treina para isso e sim para outros fins"
Se você é um praticante de Aikidô, procure este fim entre todos os outros fins, e você o encontrará. E lembre-se que combater é algo que você faz com o propósito de defender aquilo que considera importante. Assim sendo, é natural que uma arte como o Aikidô sirva para combater.
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Hoje no Teatro Municipal! Vai ser bom.
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Tópicos: música
A eleição presidencial foi como prevista nos últimos dias, apesar da quantidade surpreendentemente maior de votos para o Alckmin que esperada. A rapaziada do botequim socialista estava esperançosa por uma possível vitória no primeiro turno mas ficamos com 48,6% - 0,3% de diferença da minha última extrapolação estatística da noite.
Agora é acompanhar os tropeços dos assessores de campanha do Lula e as manobras estratégicas da oposição na mídia.
O que me deixou realmente chateado foi a derrota da Jandira para o Dornelles. Infelizmente a campanha da "Frente Carioca Pela Vida" conseguiu alavancar os sentimentos dos religiosos contra a opinião pró-aborto da candidata. Mas o que se espera de cristãos, que apreciam se foder nessa vida com a esperança de viver bem na próxima? Então vamos nos foder agora por oito anos representados pelo Dornelles.
(Aliás, Clodovil na Câmara? Way to go, São Paulo.)
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