Sábado, Novembro 25, 2006

C++0x e o meu tempo livre

Recentemente fui contactado por um dos participantes no processo de padronização do C++[1] por conta de umas firulas que eu fiz com o G++[2].

Isso significa que eu estarei um pouco offline nos próximos dias trabalhando sob direção de alguns dos melhores cérebros da indústria na tentativa de implementar uma prova de conceito das novas características que estão sendo discutidas pelo grupo de trabalho do ISO.[3]

O objetivo principal é implementar a proposta Rvalue References. Este negócio vai tornar muitos programas em C++ pelo menos uma ordem de grandeza mais rápidos e/ou fáceis de escrever.

Outra proposta na qual eu gostaria de trabalhar é a Deducing the type of variable from its initializer expression, que é uma puta mão na roda.

Entre trabalhar nisso e na Intersix, só me sobra tempo para Kant e Borges. Sinto muito.

[1] C++ é a linguagem de programação que eu mais gosto.

[2] G++ é o compilador livre de C++ mantido pela Free Software Foundation, à qual sou membro associado.

[3] JTC1/SC22/WG21 - The C++ Standards Committee - Home

Sexta-feira, Novembro 24, 2006

Os livros e as avenidas

Aconteceu hoje pela primeira vez em muitos anos: levei uma pancada violenta na canela esquerda de um desses carrinhos de transporte de coisas que um sujeito trazia do outro lado da Presidente Vargas para cá.

A impressão que eu tenho é que pessoas, como eu, que andam na rua lendo exalam uma mistura de displicência com arrogância que irrita profundamente as outras pessoas que porventuram estejam vindo exatamente na nossa direção.

Quando eu ando na rua olhando para a frente, e olhando nos olhos de quem tiver o azar de vir na minha direção, sinto que o diálogo silencioso é esse:

-- Estou indo na sua direção -- digo eu.
-- Estou vindo na sua direção -- diz a outra.
-- Vou prosseguir por que sim -- digo eu.
-- Pois não -- diz ela, baixando os olhos, e desviando do meu caminho.

Porém, quando eu estou lendo, é como se fosse assim:

-- Estou indo na sua direção -- diz a outra.
-- E eu estou indo na sua direção -- digo eu.
-- E agora? -- pergunta a outra.
-- Vou continuar, porque estou lendo, e portanto não estou atento a você -- digo eu.
-- Pois vá tomar no seu cu, seu filho da puta -- diz a outra.

E me atropela. É impressionante.

Normalmente não conseguem, porque eu sou ninja, mas hoje eu levei uma pancada bonita. Estava cheio de sono. Antes o cara do carrinho de mão que um taxista...

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

A propósito

Em casa de ferreiro, tanto bate até que fura.

er.

...

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Importância

Curiosamente on topic, achei essa transcrição do último filme do Batman aqui na minha máquina.

BRUCE:
I'm not afraid of you.

FALCONE:
Because you think you got nothing to lose.
But you haven't thought it through.
You haven't thought about your lady friend in the DA's office.
You haven't thought about your old butler.

Bang!

People from your world...
...have so much to lose.

Now, you think because your mommy and your daddy got shot...
...you know about the ugly side of life; but you don't.
You've never tasted desperate.
You're... You're Bruce Wayne, the prince of Gotham!
You'd have to go miles to meet someone who didn't know your name.

So don't come here with your anger, trying to prove something to yourself.
This is a world you'll never understand.

And you always fear...
...what you don't understand.

Conforto

Nesses tempos loucos modernos nós somos mais capazes de gerenciar a crise que o conforto, produzir sob pressão que no relaxamento, nos defender de um ataque brutal que de um golpe leve.

Nos é ensinado a sobreviver, não a viver; a trabalhar porque precisamos, não porque podemos.

Terça-feira, Novembro 21, 2006

O Imortal

Já estou vidrado. Observem o homem em ação:

Ser imortal é insignificante; com exceção do homem, todas as criaturas o são, pois ignoram a morte; o divino, o terrível, o incompreensível é saber-se imortal. Tenho notado que, apesar das religiões, essa convicção é raríssima. Israelitas, cristãos e muçulmanos professam a imortalidade, mas a veneração que atribuem ao primeiro século prova que só crêem nele, já que destinam todos os demais, em número infinito, a premiá-lo ou a castigá-lo.

Manguaça

Olha.

...

O fim de semana até que foi tranqüilo; alguma velhice está chegando, o exagero épico de outras eras não acontece mais.

Mas ontem nós fomos dormir quase na hora de acordar. A rigor, eu ainda estou bêbado. A ressaca deve chegar na hora do almoço.

Sábado, Novembro 18, 2006

Visita!

Sassá está no Rio, comigo.
Ontem bebemos no único botequim aberto de Botafogo, na frente do segundo batalhão, onde socorremos um sujeito caído no chão cheio de hematomas e buracos.
Hoje vamos a uma festa à fantasia na baía.
Não faço a mínima idéia do que vou fazer amanhã e segunda.

Sexta-feira, Novembro 17, 2006

...

O Windows XP gravou meu último backup como CDs em branco.
Perdi todos os meus dados.
...

Quinta-feira, Novembro 16, 2006

Vida kung fu

Filosofia? Mermão, vem falar de filosofia pra minha canela.
Tomei uma garrafa de cerveja inteira depois do treino e continua doendo.
Tô mancando pra não sofrer à toa...

Céus...

Comprei o Prolegómenos a Toda a Metafísica Futura na hora do almoço...
Não estou conseguindo segurar; estou fora de controle! :-(

Música: Pink Floyd

Ouvir Pink Floyd no headphone é especial.
Há muito mais sons à sua disposição.
Quando ponho pra tocar no aparelho de som em casa não ouço todos esses detalhes!

Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Moda Oriental

Procurei no Google por uma ou duas horas e só encontrei uma loja de moda Chinesa, a Estrela Oriental, no Saara.

O esquema lá é meio preocupante, quase tudo na coleção do site é feminino. Mas há pelo menos um conjunto de calça mais camisa de manga comprida branco que serve, se eu conseguir curto o suficiente. Restaria apenas a segunda peça, preta, que cobre aquela espécie de robe que o mestre Pai Mei usa.

Eu não preciso completar a figura do Pai Mei pra ficar satisfeito. Uma fantasia de "mestre de kung fu" genérica já seria bem legal. Além do que, rapaz, com certeza eu vou sair na rua assim pelo menos uma ou outra vez!

Fantasia: Pai Mei

Ah, cara, eu quero muito fazer essa fantasia...
Ela não tem tantos elementos assim, é possível!

Terça-feira, Novembro 14, 2006

Festa à Fantasia Sábado

Vou de quê? Homem-Codorna outra vez?
Queria ir de Mestre de Kung Fu, mas não sei.

Se eu arranjasse uma peruca branca e barba, iria de Pai Mei.
O seu kung fu é patético!! Mwahahah!

Arqueologia de um Blog

Acabei de ler tudo que escrevi em blog em 2001.
(Sim, tudo que eu escrevi em blogs até hoje está devidamente arquivado e disponível ali na seção de links.)

Decidi editar esses escritos e publicá-los em PDF.
E guardar uma cópia impressa pra mim mesmo, em casa.

Eu escrevo diários desde sei lá quando, mas costumava incendiá-los todo final de ano, por vergonha.

Não do diário, mas das memórias.

Bicicleta!

Tô fixado na idéia de comprar uma bicicleta pra mim de aniversário.
Já descobri os sites da Caloi, que é muito bom, e da Monark, que não funciona direito no Firefox.

Estou de olho em uns modelos da Caloi linha Passeio, ou Comfort. Pensei em comprar uma Mountain Bike e buscar trilhas pra fazer, mas sei que isso não vai acontecer tão cedo.

Já estou me imaginando indo de bicicleta até a livraria da prima em Copacabana, indo de bicicleta treinar no Largo do Machado, ah... Será que corrente e cadeado são suficientes pra impedir o roubo, hoje em dia?

Linux!

Finalmente instalei o Fedora novamente.
É a primeira vez que rodo Linux na Larissa.

Os efeitos especiais 3D no desktop são muito maneiros.

Estou agora atualizando o sistema.
Amanhã vou terminar de instalar minha parafernália.

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Espanhol..?

Diabo, agora quero aprender Espanhol para ler Borges no original.
Olha que fantástico!

SPAM em Japonês

Uma nova forma forma de estudar!
(Pollyana mode off)
:-(

Alívio!

Achei! O ensaio citado se chama El idioma analítico de John Wilkins de Jorge Luis Borges. É bem pequeno e trata do poder de representação das Coisas que possui uma linguagem qualquer.

Em busca na Web achei este post em um blog, que cita a existência de um livro cujo título é The Geography of Thought.

A lista de leitura só cresce...

Domingo, Novembro 12, 2006

Sofrimento Literário

Em uma das obras que mais perturbou meu pensamento, Michel Foucault escreve:

"Esse livro nasceu de um texto de Borges. Do riso que, com sua leitura, perturba todas as familiaridades do pensamento -- do nosso: daquele que tem nossa idade e nossa geografia --, abalando todas as superfícies ordenadas e todos os planos que tornam sensata para nós a profusão dos seres, fazendo vacilar e inquietando, por muito tempo, nossa prática milenar do Mesmo e do Outro. Esse texto cita 'uma certa enciclopédia chinesa' onde está escrito que..."

Pois eu simplesmente não consigo descobrir quem é "Borges" e onde ele cita "uma certa enciclopédia chinesa". Estou, é claro, supondo que "Borges" é o célebre Jorge Luis Borges, o que resolve parte do meu problema.

Mas que livro dele Foucault citou?

Música: Festa da Blues Time Records

Quinta-feira, no Estrela da Lapa, grande festival dos blues.
Estarei lá.

Minhas Sobrinhas

A rigor, minhas sobrinhas não são minhas sobrinhas, por dois motivos: primeiro, porque são filhas dos meus primos, e não da minha irmã; segundo, porque desde a chegada do Miguel elas são sobrinhos, e não sobrinhas.

Mas eu não gosto mesmo de fazer as coisas do modo convencional.



Da esquerda para a direita: Miguel, Mariana, Luisa no sofá e Alice atrás, Beatriz no colo da Maria Elisa.

Beatriz é afilhada minha e da minha irmã. Ela tem um olhar blasé que parece dizer não dou a mínima. Igualzinho ao dindo! :~

Sexta-feira, conversando com a M. pela rede, falamos sobre sobrinhos e eu fiquei com saudades. Liguei pra prima fui lá direto do trabalho. Voltei hoje de manhã a tempo de treinar.

Os bebês fizeram um ano poucos meses atrás e agora estão andando livremente pela casa. Bolão continua bobo e alegre como sempre. A Bibi inventou uma nova forma de fazer charme, que eu gostei de chamar Manha Muçulmana: ela começa a chorar, afunda no chão sentada, e cai pra frente prostrada com a cabeça no chão e as mãos plantadas. Allahu Alakbar. Quando ela for maiorzinha eu ensino a procurar Meca.

Passei só metade do tempo com a Maria Elisa. Ela é leitora, então gosto de conversar com ela sobre livros; na última leva de presentes, dei a ela As Crônicas de Nárnia em volume único, que agora malandramente estou querendo emprestado. Da próxima vez quero levar pra ela de presente O Menino no Espelho, do Fernando Sabino, que marcou a minha infância. Estou também querendo comprar pra nós um livro da série Discworld pra saber qual é.

Com Alice eu tenho pouco o que conversar. Ela é cheia de fantasias, as quais eu não posso fazer muito mais que ouvir. O negócio dela acaba em receber uma boa coceira na sola do pé. A bichinha adora, não sei por quê.

Foi bom ir lá passar um tempo com os primos, perturbar sua rotina um pouco. Fizemos lanchinhos e bebemos cerveja.

Sexta-feira, Novembro 10, 2006

Pedaços e mais pedaços

Já acumulei nove páginas manuscritas de histórias, escritas cada uma em um canto diferente, e nenhuma história saiu ainda. Essa descontinuidade está irritante. Vê o caso da caneta que acabou enquanto eu escrevia. O final estava na ponta da língua!

Estou tentando escrever algum tipo de história policial, ou algo com cenas de ação.

Acabei de repassar os papéis, buscando algum trecho que eu gostasse pra publicar incompleto mesmo, e não gostei de nenhum. :-(

As Pessoas Estão Se Casando!

Que loucura!

Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Próxima Festa à Fantasia

Eu vou fantasiado de Olavo de Carvalho.
Ponho um terno surrado, uma peruca branca, e saio chamando todo mundo de comunista e filho da puta.
Vai ficar igualzinho!

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Merma coisa o caralho

Eu fui hoje pagar uma conta no banco, lá na agência Mauá, e no caminho exercitei minhas habilidades urbanas lendo Kant e o Fim da Metafísica enquanto descia a Rio Branco, quando me ocorreu toda uma trilha de pensamento baseada na noção de Verdadeira Vontade de Aleister Crowley e a pretensão de certas pessoas em, baseando-se naquilo, recusar a possibilidade de uma pessoa comum de fato saber o que quer da vida, trilha essa que seguia em direção à um exercício de crítica da metafísica dogmática denunciada pela obra de Kant, quando então já me aproximando do restaurante onde pretendia almoçar me recordei da garçonete que me ofereceu um dia um café em simpatia à minha difícil leitura e nessas idas e vidas não sei porque fui parar no filme Contato.

Pois que no fim de Contato acontece uma cena que que acho muitíssimo escrota. Após a cientista atravessar toda a fascinante experiência de viagem intergaláctica ela é confrontada com um ceticismo infinito por parte da comunidade científica, principalmente devido ao fato de que, para a Terra, o tempo transpassado não foi mais que um instante, e a visão da sua viagem vista pela equipe de lançamento não foi mais que uma queda da bolota de metal onde ela estava. Tudo bem ridículo.

Assim, no final, ela, depondo em uma espécie de "tribunal", é obrigada a se posicionar moralmente ao lado desse outro sujeito, um padre, com quem ela teve debates ao longo do filme sobre o que é a "verdade". Ela faz um longo discurso sobre a sua certeza interior e o caralho, e você, espectador, percebe então como a Ciência e a Religião estão em última análise lado a lado, e tudo o mais.

Porém, essa cena é ridícula. A Ciência e a Religião não estão lado a lado. E elas não estão lado a lado nem mesmo no próprio filme. A cena em que a cientista é obrigada a "ceder" é forçada a ela pela falta de provas; porém, há provas; no fim do filme a equipe de lançamento mostra que, apesar de o equipamento dela não ter gravado mais que estática, ele gravou horas e hora de estática, muito mais tempo do que o breve momento em que a cápsula alienígena demorou pra cair na água.

É uma violação. É abominável. É ridículo. Merma coisa o caralho!

Terça-feira, Novembro 07, 2006

O fim está mesmo próximo

Estava na Prefácio, na minha mais nova mesa favorita, escrevendo finalmente uma história que eu imaginei no Bukowski há tanto tempo, quando a tinta da minha caneta acabou.

Acabou, cara. Eu estava na maior empolgação...

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

A Gente Somos Inútil! -- versão Olavo de Carvalho nos Odeia

A GENTE SOMOS INÚTIL

Otávio Frias - A gente não sabemos mais impor presidente.
Editor da Veja - A gente não sabemos mais enganar toda gente.
Arnaldo Jabor - A gente nunca sabemos nem fazer um filme decente.
Josias Sousa - Tem malandro pensando que a mídia é indigente.

TODOS JUNTOS

INÚTIL A GENTE SOMOS INÚTIL!
bis

Editor da Veja - A gente inventa dólar de Cuba e não consegue emplacar.
Bob Jefferson - A gente inventou mensalão e não consegue voto do Lula tirar.
Diogo Mainardi - A gente apela e cai no ridículo e não consegue influenciar.
Alexandre Garcia - A gente fala todo dia em dólar na cueca e não consegue atrapalhar

TODOS JUNTOS

INÚTIL A GENTE SOMOS INÚTIL!
bis

O jardineiro é Jesus...

...e as arveres somos nozes.

Putaria Juvenil

Domingo, jogando Ragnarok no servidor Loki do bRO, eu estava zanzando na Vila dos Arqueiros perto de Payon quando passou do meu lado uma personagem chamada Justine.

Mermão, como pode? A faixa etária desse jogo é por volta dos quatorze anos!

Sábado, Novembro 04, 2006

Manguaça

Tô tão alcoolizado que, tomando um copo de suco de maracujá, estava sentindo cheiro de batida.

Quinta-feira, Novembro 02, 2006

No Brasil, agora em poder da esquerda, ou seja, dos adoradores do mal...

O Mídia sem Máscara tem os melhores artigos. Esse é de 2004, um artigo sobre como o comunismo é, na realidade, satanismo disfarçado.

Floresta de Maconha impede avanço de Exército

Mermão, essa é boa demais.

Daí eles tiveram a brilhante idéia de incinerar a floresta...
Über-esperteza!