Me Acabei no Carnaval!
Literalmente. Dia 26 de Fevereiro acordei com 38,5 graus de febre. Passei dois dias de cama e hoje estou tossindo pedaços do meu pulmão para fora. Issa!
...do cansaço dessa vida, e do peso de ter que ser alguém...
Literalmente. Dia 26 de Fevereiro acordei com 38,5 graus de febre. Passei dois dias de cama e hoje estou tossindo pedaços do meu pulmão para fora. Issa!
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Há muitos excelentes trabalhos em quadrinhos online. Girl Genius é um deles.
A história gira ao redor da personagem principal, Agatha Clay. O mundo de Girl Genius é um mundo de fantasia medieval onde, em meio à população normal, vivem os sparks, pessoas nascidas com um gênio mecânico sobrenatural. Sparks dos mais variados graus de habilidade são capazes de construir toda sorte de aberração mecânica, desde clanks, máquinas similares a robôs, até pistolas de raio da morte, máquinas de transferência da mente, e aeronaves.
Parte integrante da história é a constante sombra da trupe de heróis conhecida como os Heterodyne Boys, os mais recentes herdeiros da família Heterodyne. No tempo presente os Heterodyne Boys estão desaparecidos e as lendas das suas aventuras são contadas como tradição oral.
A reputação da família Heterodyne é controversa, como o são todos os sparks. Os sparks são gênios incontroláveis e tendem a ameaçar a vida de todos os que vivem ao seu redor com suas impressionantes porém instáveis criações. A família Heterodyne foi berço de sparks aparentemente por toda a sua história, e só os herdeiros mais recentes exibiram traços de relativa bondade -- ou talvez comedimento.
Nesse cenário caótico a história se desenrola. A sombra dos Heterodyne é sempre uma fonte de novos elementos para o roteiro, assim como as conseqüências da fúria criativa dos sparks. As possibilidades são tantas que a história, no seu presente momento, chega a ser frustrante, como o são as novelas -- queremos saber logo onde a coisa toda vai parar.
Eu gosto muito de Girl Genius e checo com freqüência -- através do feed RSS -- as páginas mais recentes.
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Tópicos: quadrinhos
Então, mais uma vez, adolescentes sem noção cometeram assassinatos nos gloriosos Estados Unidos da América e a mídia está levantando a bola dos jogos violentos de videogueime. Essa insistência em culpar os jogos pelos crimes já é de longa data e sempre irrita o Gabe de PennyArcade. Mas desta vez algo inusitado aconteceu: uma pessoa próxima à vítima contou a sua história.
Sinceramente, alguém imaginava alguma coisa diferente disso? Há alguém que realmente acredita que um jovem normal realmente se transforma em um assassino compulsivo através da influência de um videogueime?
Essas reações simplistas e pontuais a ocorrência de um crime, essa tentativa de transformar o problema em um problema de causa única para mim é pura preguiça. Dar-se ao trabalho de investigar a complexa rede de forças sociais é mesmo difícil.
Veja o caso dos americanos. Todo o sistema de assistência social americana é paranóico e ultra-defensor das crianças. Isso já foi denunciado mais de uma vez. Há a ditadura dos menores nos Estados Unidos da América. Apesar disso, menores lá são punidos como aqui se gostaria que fossem. E então? Alguém pode me explicar porque, num país onde menores são julgados como maiores em casos de homicídio, esse tipo de coisa ainda acontece?
Deve ser porque o PlayStation é mais barato lá, né?
Extra I: O episódio se tornou história no Slashdot.
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Tópicos: SIVUCA
Essa discussão sobre o endurecimento das punições está me irritando um pouco. Reconheço sem vergonha o nicho que me cabe nessa discussão, o de "esquerdista bonzinho", freqüentemente acusado de "defender os vilões com argumentos sociológicos furados".
Pode até ser.
Mas eu acho, por outro lado, ridículas todas essas pessoas que surgiram no debate com sua indignação sobre o crime no Rio de Janeiro. Ridículas mesmo. Por que elas reagem como se, de uma hora para a outra, a situação houvesse chegado a um ponto inaceitável.
Com vinte anos de idade eu já discutia sobre formar ou não formar família no Rio de Janeiro sob a perspectiva da segurança pública. A morte violenta do guri que houve recentemente me choca como ser humano mas não me choca como cidadão; ela não é, para mim, um acontecimento particularmente excepcional.
Repito: a morte violenta desse guri não me atingiu como um acontecimento particularmente excepcional. Travo conhecimento de mortes violentas de adultos e crianças dia sim, dia não. Arrisco afirmar que se você subitamente se impressionou com a violência do Rio de Janeiro ou não mora no Rio de Janeiro, ou é está alienado da realidade do povo da cidade.
A minha opinião geral sobre a mobilização do legislativo nesse caso é a mesma do Luis Hamilton nos comentários ao artigo do Alon:
"É horrível. Merecem longos anos de cadeia e espero que tenham. Mas é UM caso. Por triste e por revoltante que seja, para discutirmos políticas públicas, é insuficiente."Um dos últimos comentários diz: "Quando eu era mais jovem e impetuoso, tive um professor ingles que me ensinou muito, mas muito de medicina. E uma tirada dele me marcou: 'Porque é que os brasileiros querem sempre mudar uma técnica antes de aprendê-la?'" Me surpreendi quando o autor prosseguiu para defender, sob essa tese, que deveria haver pena de morte no Brasil, já que outros países a utilizam. Por que eu imaginei instantaneamente a atuação do governo e da sociedade nesse caso: temos lei penal e ao invés de aprendermos a aplicar a lei reagimos a qualquer escândalo mudando a lei.
"Mas o problema reside muito mais na sua aplicação. Se pegássemos toda a energia que temos gasto em discutir coisas acessórias, para obter dos diversos governos compromissos REAIS com a APLICAÇÃO das leis que já existem, seguramente teríamos uma redução da criminalidade."Continuando, o José Augusto:
"Quando "endeusamos" o legislativo como grande solucionador do problema, estamos (sem querer) endossando o orçamento de R$ 6 bilhões ao ano do Congresso, em detrimento do orçamento necessário para cumprir o lei das execuções penais, para cumprir o próprio ECA, para viabilizar o SUSP, etc."Eu não saberia dizer quanto tempo deve cada "tipo" de criminosos ficar excluído do convívio social, ou quanto dinheiro se deve ou não deve entregar ao Congresso para trabalhar, mas acredito que toda essa discussão sobre o endurecimento da lei penal é ridícula em uma sociedade incapaz de aplicar sua supostamente branda lei penal.
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04:20
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Tópicos: SIVUCA
Ou se mudei para a Europa de uma vei.
O governo do povo adquiriu momentum e não vai parar.
Observe o seguinte comentário no artigo do Alon sobre a discussão atual da maioridade penal:
"É por isso que o país só anda prá trás. Não tem elite e quem poderia ser elite faz questão de rastejar no analfabetismo auto-imposto."
Não sei nem por onde começar. Eu poderia começar por "só anda pra trás" e pela bilionésima vez construir um estudo nas coxas sobre a economia brasileira dos últimos quatro governos. Ou talvez pela implícita implicação de que "o Brasil não vai para a frente porque não tem elite" e zombar do terror que o governo do povo inspira.
Mas vá lá. Leia o artigo. O Alon é bom. Leia os comentários depois.
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14:25
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Tópicos: SIVUCA
O IBGE lançou um serviço em seu website com estatísticas de todos os países pertencentes à ONU (se não me engano).
É o Países@, o mapa-mundi geopolítico interativo.
Da próxima vez que a Grande Mídia[tm] tentar vender a você algum fato (sic) estatístico suspeito não tenha dúvida: consulte o IBGE.
Faça suas contas!
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12:04
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Tópicos: SIVUCA
Não consegui escrever um headline diferente do acima.
É ler para crer.
Descobri essa no blog do Jean Scharlau, aqui.
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Tópicos: SIVUCA
Ouvir as músicas do Canto dos Malditos me faz sentir mal.
Não é simplesmente o texto; é o som, também.
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Tópicos: música
Pedro grita Lobo! tantas vezes pra enganar a comunidade que quando finalmente vê um lobo ninguém dá a mínima.
Os EUA estão, mais uma vez, gritando Armas! Armas! desta vez para o Irã.
Nós sabemos que mentiram sobre as "armas de destruição em massa" do Iraque.
Quem vai acreditar agora?
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13:53
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Tópicos: SIVUCA
Estávamos amontoados perto do relógio da pracinha no início da Gávea vendo o fim da marcha do Suvaco de Cristo sem a menor vontade de ir pra casa.
Ou de almoçar.
Resolvemos então sair à caça do próximo bloco. Informações surgiram de um bloco que começaria na Joana Angélica. Partimos a pé.
Então veio a chuva. Muita chuva. Muita chuva. Ficamos isolados sob a marquise do Souza Aguiar. Recebi um telefonema que não consegui entender, dada a barulheira da chuva e dos foliões zombando daquela situação trágica.
Eventualmente a chuva diminuiu e nós saímos, cada vez mais molhados, em direção a Ipanema. Perdemos alguns integrantes, ganhamos novos integrantes, e acabamos por esquecer de pegar o atestado médico da pneumonia certa em nosso futuro.
(Estou perfeitamente saudável hoje, segunda-feira.)
Passamos por um mini-bloco nos interiores do Leblon, animado, dançando na chuva, e continuamos nosso rumo. Esse foi nosso primeiro erro.
Após uma longa marcha chegamos na Joana Angélica e não encontramos qualquer sinal de bloco de carnaval. Caminhamos até a Vinícius de Morais, o suposto ponto de chegada, e não encontramos qualquer sinal de bloco de carnaval. Descemos a principal até a praça General Osório e encontramos uma carreata... indo pro Leme.
Leme é foda. Eles não quiseram nos dar carona -- e eu pedi na cara de pau -- então ficaram eles sem muvuca e nós sem bloco. Aqui o pessoal jogou a toalha e sobrei apenas eu, Pekeno e duas meninas partindo pra Copacabana sentar em um restaurante.
Logo que chegamos na praia de Copacabana sentamos no primeiro restaurante que apareceu. Esse foi nosso segundo erro. Paguei caro por uma porção ridícula de gurjão de peixe no Manoel e Joaquim.
Demos o azar fudido de ainda estar chovendo sem sinal de melhora no tempo porque a bateria da Beija-Flor ia se apresentar na praia e com certeza cancelaria por causa da chuva. (Não tive notícias do evento hoje, suponho que cancelaram mesmo.)
Caminhamos pela praia à toa e na esperança. Tomamos um sorvete no Bob's. Alcançamos finalmente a beia do Leme e a entrada para o túnel. Uma das meninas ainda pensou alto, Será que ainda tem alguma coisa no Leme?, mas já eram quase 19h e um impulso natural tomou o rumo do bonde que seguiu para Botafogo.
Acompanhei o trio tijucano até a Voluntários da Pátria e me despedi na porta do 409. Aluguei dois filmes na Blockbuster. Comprei um pacote de pipocas Blockbuster com "sabor de manteiga". Esse foi meu terceiro erro.
Quase começando a ver o filme me liga um amigo prestes a voltar do Leblon pra Botafogo, querendo continuar a noite. Eu não tinha condições. Soube dele que houve um bloco em Ipanema começando às 18h.
Vi Aeon Flux e achei maneirinho. A pipoca tinha um cheiro horrível.
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Revisão editorial em 2007-02-12.
Pois então, atualmente no Brasil está se fomando o complô blogueiro chamado SIVUCA, trazendo a você as mais quentes notícias que nenhum jornal está interessado em publicar.
Esta é uma das características essenciais de revolução da Internet: nós podemos publicar.
Eu estava ontem mesmo conversando com um amigo sobre negócios possíveis, disse a ele: Malandro, a Internet nos oferece a possibilidade de investir a única coisa que nós temos de sobra: tempo livre.
Por que produzir na Internet é grátis. Construir o protótipo de um site é grátis. Escrever um esboço de artigo, publicá-lo, corrigí-lo e republicá-lo é grátis. Os custos reais envolvidos são irrisórios.
Claro que fazer uma bela campanha de marketing na Web custará muitas horas de trabalho de profissionais caros; mas esses profissionais não são necessários para a simples propagação de uma informação. Vou falar um pouco sobre o progresso da tecnologia que nos trouxe a essa realidade e para onde esta tecnologia tende a ir.
Do meio para o final da década de 90 usuários de Internet, uma tecnologia ainda nova no Brasil, viram acontecer a Guerra dos Browsers. A Web era jovem e a forma do seu conteúdo ainda estava na sua infância. A batalha entre a Microsoft e a Netscape incluía táticas para prender usuários -- extensões privadas para esta forma. Usuários freqüentemente escolhiam um lado e a Web parecia caminhar para uma grande divisão, por força do interesse comercial.
A Guerra dos Browsers foi eventualmente vencida pela Microsoft mas o resultado da Guerra dos Formatos foi vencida por um terceiro competidor: o World Wide Web Consortium.
Por volta do início da Guerra dos Browsers o W3C foi criado para concentrar os esforços que finalmente padronizaram o Esperanto da Web: o HTML, ou HyperText Markup Language.
Com a formação do novo padrão no final de 1997 a Internet ganhou finalmente seu idioma oficial -- e a certeza de que, não importa que empresa esteja dominando o mercado com seu browser, nós ainda assim seremos capazes de navegar. Os esforços do W3C então, e ainda hoje, fomentam este novo veículo da democracia mundial.
Com a progressão tecnológica da forma da Internet novos experimentos surgiram. Informação em forma bem definida é tudo o que um computador precisa para transformar e automatizar. Esta possibilidade foi eventualmente aproveitada no então crescente movimento dos blogs.
Uma jogada simples e totalmente revolucionária: oferecer a você, usuário, uma caixinha de texto não muito diferente do Notepad e um botão Publicar. Nada de HTML pra você, malandro. O HTML desaparece como o mero detalhe tecnológico que ele realmente é.
De modo que agora pessoas que não fazem a menor idéia do que é HTML podem colocar suas idéias online sem a ajuda de terceiros.
E então surgiu a Blogosfera.
Nossa história é cheia de pequenos detalhes, pequenas novas técnicas. Eu vejo na Internet a nova democracia mundial porque informação é poder e o poder deve estar distribuído. Com a Internet existem condições reais de distribuir a informação a todos. E redistribuí-la, e transformá-la, digerí-la.
Informação online é informação referenciável. Era natural que os blogueiros interagissem como membros de um mesmo espaço, agindo na forma de artigos e reagindo na forma de novos artigos sobre os artigos anteriores. A tecnologia novamente tornou isso possível, tornou isso viável, a custo irrisório (monetário ou mental).
Qualquer boa ferramenta de publicação hoje gera automaticamente uma URI única para cada artigo. Com esta URI é possível fazer uma referência precisa àquele artigo e portanto se torna simples fazer uma referência formal em uma resposta ou comentário; afinal, a Web é Hipertexto, e ligações como esta estão a um click de distância da sua tela.
Outra característica comum aos blogs de hoje são os sistemas de comentários. Toda boa ferramenta de publicação oferece um. Os sistemas de comentário trazem para perto do artigo a opinião do leitor e de repente o artigo publicado se torna propriedade do público, que poderá corrigí-lo, expandí-lo, criticá-lo.
Então a Web se torna realmente uma teia com infinitos entrecruzamentos entre fatos e opiniões, a minha voz e a sua, sobre uma infraestrutura tecnológica livre para todos, propriedade de ninguém. Não é preciso pagar royalties para utilizar os padrões produzidos pelo W3C.
Esta visão da Web extrapolada ao futuro nos mostra a Web Semântica, uma grande teia de informação com anotações sobre Significado suficientes para permitir aos nossos computadores, essas excelentes máquinas de calcular, a agregar, relacionar e categorizar a informação que é relevante para nós.
A Web Semântica está chegando. Ela está aqui hoje. A nossa história tecnológica não acaba nos sistemas comentários. HTML, o Esperanto da Internet, tem irmãos. Em 1999 o W3C lançou suas primeiras Recomendações sobre o RDF, o Resource Description Framework. Se o HTML é o idioma dos nativos da Internet, o RDF descreve sua metafísica subjacente.
Com o RDF nós podemos descrever as coisas; além de dizê-las, dizer o que elas significam; e então os computadores começam a nos ajudar a ler.
A profusão de informação em todas as publicações online, blogs, jornais, e outras fontes aleatórias, já está se tornando cada vez mais difícil de gerenciar. Visitar cada uma dessas fontes para se manter atualizado é uma tarefa que cada vez mais custa tempo. Em 2000 surgiu uma aplicação do RDF para resolver este problema, o RSS, ou RDF Site Summary.
Um feed RSS descreve o estado atual do seu fluxo de artigos, e feeds RSS foram inventados com o propósito explícito de serem combinados, ou agregados. Usando um feed aggregator é possível obter uma nova visão de todas as suas fontes costumeiras de informação. Eu, por exemplo, tenho um feed aggregator configurado com os participantes do SIVUCA que eu leio.
Este é o início da Web semântica. Atualmente é possível encontrar feeds RSS por toda parte, de todo tipo de fonte; grupos de discussão, noticiários sobre animação japonesa, a progressão dos novos padrões W3C, blogs. Como nós estamos publicando tudo usando ferramentas automatizadas, nossos feeds são produzidos automaticamente, e como conseqüência nós podemos facilmente oferecer feeds de qualquer coisa.
O entrecruzamento entre os participantes da Blogosfera aumenta e aumenta. E aumenta mais.
Em 2002 uma das empresas que comercializa software de publicação automatizada implementou em seu produto, o MovableType, uma nova característica chamada Trackback. Um blog suportando Trackback é capaz de mostrar uma lista similar à lista de comentários, mas com posts em outros blogs que façam referência a este.
Se eu leio o seu artigo, acho interessante, e escrevo um comentário no meu blog, o seu artigo mostrará lá embaixo, Pedro escreveu um comentário, siga este link para saber o que ele tem a dizer.
A comunidade ainda está, atualmente, discutindo a tecnologia de Trackback e variantes, para controlar o perigo do SPAM e outras vulnerabilidades. Um alternativa é a utilização de ferramentas de busca, como o Google, para popular a lista de Trackback. Essa característica está no serviço Blogger com o nome de Backlinks.
Quando finalmente nos decidirmos por um protocolo de feedback o grau de entrecruzamento da informação na Web dará um novo passo para o futuro.
O que mais está à nossa espera?
feeds RSS do Diário Oficial?
Integração de arquivos fotográficos, e outras formas de mídia, ao nosso entrecruzamento de informação?
Novas formas, mais específicas, de anotar nossos artigos ontologicamente, e agregar a informação por critérios semânticos?
A Web Semântica está chegando e ela é nossa.
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14:23
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Tópicos: SIVUCA
Estou fixado nessa banda.
A moça dos vocais não canta bem, no sentido clássico do termo, mas...
A banda tem um som simplesmente gostoso demais.
E o texto que ela escreve é contagiante, cara.
Eu ouvi agora a pouco a faixa Descansar cinco vezes seguidas.
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11:38
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Tópicos: música
Ando pensando bastante no SIVUCA, o Sistema de Muvuca, em seu aspecto de sistema de informação.
Para quem ainda não conhece o SIVUCA, este é um projeto de interconexão entre os membros de um ecossistema da informação subterrâneo à Mídia com M maiúsculo no Brasil liderado pelo déspota esclarecido Luis Carlos Azenha, autor do Vi o Mundo.
A possibilidade da existência do SIVUCA resulta da existência da Internet e das tecnologias de publicação online que vieram a eventualmente produzir o fenômeno dos blogs. Se você não conhece a história dos blogs siga o link e leia o artigo da Wikipédia.
Quando eu penso no SIVUCA hoje, e isso ocorre todos os dias porque eu leio os artigos dos participantes todos os dias, eu penso em um ecossistema de fontes de informação altamente interligadas, altamente reflexivas, e altamente redundantes; é possível ler cinco artigos em um mesmo dia sobre o mesmo assunto, com alta probabilidade de três desses serem apenas comentários de um quarto, e o quinto ser apenas uma indicação de leitura. De fato, nesse ecossistema subterrâneo a informação que surge é reproduzida, refletida, criticada, validada, refutada, indicada, e transformada de todos os modos. Esta é a Blogosfera.
O valor desta Blogosfera está no irrisório custo que é produzir no meio um item de informação qualquer. Esse custo é baixo em todos os aspectos: ele de fato não custa nada, não demanda conhecimento especialista, não demanda tempo, e provavelmente aspectos que eu esqueci. A realidade dos participantes da Blogosfera é simples: eu vi, eu ouvi, eu pensei, eu digo, e imediatamente todos tem a possibilidade de ficar sabendo.
Os aspectos de custo baixo do acesso à Blogosfera constrastam diretamente com os custo do acesso a qualquer dos outros meios de comunicação: alto custo para produção da informação, alto custo do espaço de sua veiculação; alta seletividade do meio, distância física entre o indivíduo e os pontos de acesso, necessidade de conhecimento especialista para operá-lo; e a opressão de origem política dos proprietários desses meios de comunicação.
De fato, a Blogosfera, e a Internet como um todo, é o único meio de informação tipo difusão que não é de propriedade de ninguém. Claro que o telefone é um meio de comunicação, mas ele só liga ponto-a-ponto. (Não sei se esses termos são comuns, mas difusão e ponto-a-ponto são também termos técnicos na area de redes da Engenharia da Computação.)
Esta alta facilidade no acesso, e o caos aparente que resulta, constrói a crítica básica à Blogosfera como meio de comunicação, isto é, como um válido meio por onde cidadãos possam se informar sobre o que acontece no mundo. Esta crítica é muito similar, em certos aspectos, às feitas à Wikipédia: como se pode confiar em uma enciclopédia que é escrita por todo mundo?
Eu não estou interessado nesse momento, e não estou nem mesmo capacitado neste momento, a concluir isto ou aquilo sobre esta medida de valor. Eu estou, porém, capacitado a comentar sobre a tecnologia corrente, e sobre possibilidades de tecnologia futura, e posso chutar as implicações da facilidade de acesso a essas tecnologias.
Farei isso muito em breve.
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11:06
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Tópicos: SIVUCA
O Anão Corcunda comenta recente reportagem da Rede Globo sobre o "Rombo na Previdência".
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17:04
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Tópicos: SIVUCA
Me ocorreu agora que uma das coisas mais curiosas no documentário são cenas dos protestos dos opositores do Chávez em que alguns manifestantes se dirigem às câmeras dos documentaristas europeus em inglês.
Elite que é elite protesta em inglês.
Mamãe, vendo comigo, comentou, Olha que interessante, só gente bonita e bem vestida.
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11:35
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Tópicos: SIVUCA
Ninguém contou pro Hugo Chávez que um golpe de estado não tem nada de bom para se comemorar?
A própria necessidade de um golpe de estado já é motivo de tristeza.
Compreendo sua vontade de alavancar a motivação do povo, mas acho que ele deveria ter aprendido com a experiência.
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11:29
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Tópicos: SIVUCA
...ou ele me mata, ou me leva à falência.
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10:31
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O Entrelinhas está com uns artigos ótimos sobre esse tal de Rombo na Previdência.
Primeiro, ele explica que nós passamos muito tempo vendo uma medida mal calculada para o tal rombo, que responsabiliza a Previdência por responsabilidades do Tesouro.
Leia um comentário sobre a questão e um comentário sobre a notícia de que essa medida vai passar a ser feita corretamente.
Genial o título da notícia no Globo, não?
Dirigido à Miriam Leitão, nossa analista econômica favorita (sic), foi escrita esta sugestão de solução do problema.
Ironias à parte, é realmente uma falsidade criticar o mecanismo previdenciário como "falho" quando seu "rombo" é facilmente explicável pela sonegação praticada pelas grandes empresas.
Ah, puxa, mas é que pagar imposto é muito difícil? É, eu também acho. Mas se eu pago, porque você acha que pode não pagar?
Aliás, na boa, não paga, isso é problema do governo. Mas não vem depois dizer pra mim que o "mecanismo é falho". Você simplesmente não tem moral pra falar.
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11:25
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