Sábado, Março 31, 2007

Memória Seletiva

Ontem na Cobal falando sobre os velhos tempos, coisa inevitável sempre que eu e L. passamos muito tempo sem sair juntos, eu contei a ela que reencontrei três amigas dos tempos de terceira série na Escola Alfa: Cássia, Maíra e... a terceira eu não lembrei o nome de maneira alguma. Até agora não consegui me lembrar.

Porém, moderando comentários no meu blog, surge este comentário fora de contexto aí embaixo sobre a minha dúvida de meses atrás quanto à origem de uma citação que Foucault faz em uma obra. Me lembrei imediatamente que a citação a Borges que Foucault faz é referente a um artigo sobre John Wilkins.

Por que diabo eu consigo lembrar de John Wilkins, cujo artigo eu nunca li, e não consigo me lembrar de Fulana, uma pessoa de quem eu tenho muito boa memória visual? Puta que pariu!

Cíntia. Cíntia. :-(

Quinta-feira, Março 29, 2007

Teatro Municipal

A programação do Teatro Municipal já está online!
Vamos ver o Lago dos Cisnes quarta-feira que vem?

Terça-feira, Março 27, 2007

Sobre a TV Estatal brasileira

Leia comentários do Luis Azenha sobre a BBC que é, sim, uma emissora de TV estatal do governo britânico.

Diretores do Banco Central revelam informação privilegiada a bancos

O mais inacreditável é que isto não foi um episódio sinistro que aconteceu este ano.
Isto vem acontecendo a anos.
A reportagem original é da Carta Capital da última sexta.
O Paulo Henrique Amorim está fazendo a muvuca e o artigo mais recente reúne links para vários artigos anteriores.

Segunda-feira, Março 26, 2007

Maracanã

Fui ao Maracanã pela primeira vez na minha vida domingo pra ver o Flamengo perder de três a zero para o Vasco.


:-(

Sábado, Março 24, 2007

Solução de Problemas

Li hoje este artigo no blog do Alon.
Ele conta novamente a história de um sujeito, extraída dos comentários; e nos próprios comentários um sujeito conta a história de um CIEP no interior do RJ.

Esse segundo sujeito analisa o sucesso do CIEP.
Mas sabe o que eu acho?
A diferença fundamental não está na estratégia, mas no estrategista.

Não adianta mudar a estratégia sem mudar o estrategista. Isso, de fato, não faz sentido.
Você muda a estratégia mudando o estrategista.

Acho que, de certa forma, nós somos deficientes nessa convicção: o país não precisa de soluções, mas de solucionadores.

Acho que parte da mística das duas últimas eleições está justamente no fato de o povo não ter votado em uma proposta de governo mas em um líder.

Quinta-feira, Março 22, 2007

:-(

Essa semana passou rápido.
Algo está errado...

Adeus, Meebo

Bloqueado. :-(

Se você quiser falar comigo durante o dia o lance agora é o Google Talk: pedro.lamarao@gmail.com

Quarta-feira, Março 21, 2007

Anotações do Dia a Dia redux

Essa idéia bizarra eu tive em Juiz de Fora.

"Assalto: um botijão vazio de gás, uma bicicleta com extensão de carga e roupas de office boy."
A origem desta idéia foi um roubo que houve por lá. Me contaram que uma pessoa invadiu a casa do sujeito e roubou um botijão de gás vazio.

Anotações do Dia a Dia

Esta nota eu tomei na bifurcação entre a General Polidoro que continua e a Arnaldo Quintela que começa.
Eu realmente vi esta pessoa.

"Um mendigo semi-nu com uma pequena carcaça de cavaquinho servindo de chapéu, uma curta tanga azul-escura e um 'bracelete' feito de um estranho pano rosa-shocking com brilhantes."
Esta figura inspirou um conto que eu escrevi pela metade e nunca terminei.

Banco do Brasil

Pensei que chegar na agência às 14h30 fosse uma boa idéia.
Esse foi meu erro.

Terça-feira, Março 20, 2007

Calibrar

Calibrar é uma palavra interessante.
Estou acumulando um vocabulário meio estranho ao longo do tempo para descrever coisas que eu acho que passam desapercebidas -- como a diferença entre estudar e treinar.


Por exemplo, tome uma pessoa nervosa.
Eu não acredito que a melhor coisa a dizer é: você deve aprender a se acalmar.
Talvez até haja realmente um sentido para "aprender a se acalmar" -- contar de um a dez, sei lá -- mas qualquer sentido que haja ele sempre será reativo, o que fazer para me acalmar depois que já fiquei nervoso.

Agora, tome por exemplo: você deve aprender a calibrar o seu nervosismo.
Está claro agora que o problema não é atingir um estado nervoso mas sob que condições isso acontece.
É dizer: essa situação não justifica o nervosismo.

A imagem da calibragem é a imagem do instrumento de medida que possui um marco zero que deve concordar com os outros instrumentos e que deve representar um estado razoável das coisas.
O aparelho emocional é um instrumento de medida, de certa forma, de uma série de condições.
Ali nasce, por exemplo, o medo; dada uma certa quantidade de perigo o nosso corpo reage alcançando o estado do medo.

Mas quanto perigo é necessário para você atingir o medo? Essa quantidade de perigo é razoável? Se ela não for razoável você pode vir a sentir medo excessivamente -- e o medo é útil durante o perigo mas não é útil durante uma oportunidade arriscada de sucesso.

Meu interesse em disciplinas esotéricas, por exemplo, tem total ligação com esta palavra calibrar. A muitos anos atrás lendo um livro altamente esotérico eu tive o insight de que por baixo de toda a parafernália esotérica que o texto propunha ao leitor havia esta certa insistência em práticas e exercícios cujo propósito implícito era calibrar o emocional do indivíduo para tornar a sua empatia mais eficaz.
Pesquisando em outros lugares e culturas encontrei exatamente a mesma proposta: calibrar o estado emocional do indivíduo.

Outro lugar onde calibrar surgiu recentemente foi em um curso de Análise Orientada a Objetos. Durante as muitas aulas sobre os Casos de Uso o professor corrigiu os nossos diagramas, freqüentemente eliminando muitos elementos desnecessários.
Todas as vezes que ele fazia isso dizia: vocês precisam ajustar sua noção de nível apropriado de abstração.
Calibrar o medidor de nível apropriado de abstração, talvez.

Isso é diferente de aprender. Aprender é próximo a memorizar, porque aprender é da ordem do raciocínio. Calibrar é da ordem das emoções, de onde parte o impulso artístico.
Esse impulso está presente em absolutamente todas as atividades, inclusive na programação -- porque é sempre necessário tomar uma decisão sobre como representar as coisas, e tanto faz uma representação ou outra para o computador, porém a representação mais adequada torna o trabalhos dos seres humanos fácil e até agradável.

O mesmo acontece na matemática onde se fala sobre uma demonstração elegante.
As demonstrações elegantes são fáceis de entender e ensinar.

Vi recentemente um trecho de texto excelente em um seriado particularmente idiota na televisão em que uma mãe desiludida dizia ao filho: eu não consigo entender como as coisas vieram a acontecer dessa maneira, eu fiz tanto esforço para ensinar a vocês a diferença entre o certo e o errado...
E o filho respondeu: mãe, você fez tudo direitinho, nós sabemos a diferença entre o certo e o errado; só acontece que nós escolhemos o errado.

Mas vamos parar por aqui, perigosamento perto de discutir a noção do que é importante (e do que é querer).

Segunda-feira, Março 19, 2007

Oh Céus

Acabei de ganhar uma idéia muito foda.
Acho que mamãe não vai gostar...
Mas já sei quem vai. ;-)

Quinta-feira, Março 15, 2007

O que nerds bem sucedidos fazem?

Hoje, almoçando com amigas, eu ouvi a seguinte pergunta:

-- Qual é a chance de se encontrar um nerd bem sucedido em uma lan house?

Eu respondi:

-- Nenhuma.

Mas então o que nerds bem sucedidos fazem?
Vão à casa da Matriz?
Bebem em botequins pé-sujo?
Steak House?
Bukowski?

Engraçado. Eu realmente não sei.

Quarta-feira, Março 14, 2007

Encontro no Botequim Socialista

No final do mês, dia 31 de Março, acontecerá mais um encontro da comunidade Botequim Socialista.
O evento ocorre no Cachaça Esporte Clube.Eu, na verdade, estou indo pela primeira vez.
Há um tanto de gente muito interessante nessa comunidade e tenho certeza que parte da noite será dedicada a boas conversas sobre nossa sociedade.
Se alguma das minhas leitoras estiver na pilha de ir, vamos juntos!

Piano

Voltei a me exercitar ao piano.
Encontrei na Internet a partitura para uma música da O.S.T. de X TV chamada Sadame.
Você pode ouví-la nesta página. (É tipo o YouTube.)
Mamãe também se empolgou (ela é uma grande fã de X TV) e também está praticando.

A partitura é simples e eu estou conseguindo progredir direitinho.
Tem uns arpejos que são muito longos e as minhas pequenas mãos têm problemas.
Mas essa música é muito bonita e eu estou com uma vontade muito grande de aprender.

Eventualmente eu torno a tentar tirar a The Sunlit Garden de Utena.
The Sunlit Garden é ainda mais bonita, talvez.

Devaneio no. 5

Estava dentro do ônibus. Paguei a passagem com moedas, trocadinhas. Eles entraram depois, puxaram armas, e escolheram me abordar. Eu digo, Cara, eu paguei a passagem com trocados, me dá um tempo, e ele diz, Sei, mostra a carteira logo, mermão, e eu mostro a carteira e tem quarenta pratas lá dentro.

Olha o engraçadinho, malandro, diz um, e o outro diz Desce do buzão, ô filho da puta, eu olho ao redor, o ônibus está cheio de gente, e decido começar a confusão lá fora. Desço do ônibus. O sujeito desce atrás de mim.

Salto do ônibus e me volto para a porta. Ele salta do ônibus e eu acerto um chute rápido na mão que segura a arma e desço o chute forte na boca do estômago. Ele atira por reflexo, acerta uma parede, e logo depois cai no chão. Eu corro, dou a volta no ônibus para ganhar tempo, alcanço a calçada, passo por trás de uma pilastra de concreto, os estalos da pistola continuamente no ambiente, corro por uma longa calçada em direção às escadas, com uma sensação crescente de queimadura nas costas.

Me arrasto pela escada acima com a respiração interrompida pelo sangue que preenche o meu pulmão. Cambaleio até o meio da via expressa e quase sou atropelado por um taxi. Caio no chão sem forças, mal vendo o motorista do taxi saltar do carro e se aproximar e ouço seus pensamentos mal acabados sobre um novo estofado de couro e sujeira de sangue e muito dinheiro enquanto ele me arrasta para o meio fio.

Largado naquele chão de concreto vendo o taxi seguir seu rumo penso Caralho, aprendi a telepatia, e então tudo fica escuro e em silêncio.

[Concebido durante e após uma aula na pós-graduação simultaneamente ao Devaneio no. 4, que é uma declaração de amor. Aquela aula foi muito chata.]

Domingo, Março 11, 2007

As Lideranças Populares da América Latina

Estive a poucas semanas visitando tios em Niterói e tive mais uma oportunidade de conversar seriamente sobre assuntos de América Latina. Minha tia, que está do lado oposto da minha perspectiva, me fez uma pergunta muito interessante. Estávamos discutindo as lideranças populares no meu discurso, populistas no discurso dela, e eventualmente chegamos a um certo impasse.

Tome por exemplo o presidente Chávez da Venezuela. Nós sabemos que ele tomou certas atitudes explicitamente pró-povo. Minha tia está convencida que esse populismo afundará a economia do país. Debatendo este ponto surgiu uma pergunta sem resposta: o que está fazendo o governo da Venezuela pela infra-estrutura do país?

Nem eu, nem ela, soubemos afirmar sim ou não. Isso me aborrece um pouco, porque não é uma questão de interpretação, é uma questão de medição. Estamos falando de estradas para escoamento de produtos e viabilização de trânsito interno (para turismo, que seja); portos; saneamento, energia elétrica, essas coisas. Onde nós podemos aprender sobre essas coisas?

E no Brasil, onde nós aprendemos esses números? Sabemos pela campanha do governo que o Brasil está construindo estradas, ferrovias, e tudo o mais; mas como podemos saber o que está rolando de fato agora? Onde estão as novas estradas, e onde estão as estradas em construção?

Extrapolando essa questão chegamos a: através de que meio podemos perguntar (e obter a resposta) sobre o que o executivo deste país está fazendo? Essa não deve ser uma pergunta difícil de se fazer porque ela é algo assim:

-- Onde se está construindo estradas no país?
-- Nos estados tais, tais e tais.

Ou:

-- Quantos quilômetros de trilhos foram deitados na malha ferroviária ano passado?
-- Tantos quilômetros.
-- Onde?
-- Veja este mapa.

Eu gostaria muito de trabalhar no sistema de informação que permitiria à população deste país obter essas respostas. Nós temos a tecnologia. Eu só não sei em que fontes plugá-la.

Sábado, Março 10, 2007

Amizade Verdadeira Nunca Acaba

Acabei de ver essa comunidade no Orkut.
Imagino a demonstração dessa tese.

"Puxa, mas vocês não eram bons amigos?"
"É que não era uma amizade verdadeira."


Amizade, depois que acaba, não era verdadeira desde o início.

Já eu acho que a gente simplesmente se fode mesmo.
Demorou mas a minha inocência está acabando.
Estou me tornando extremamente cínico.

Sexta-feira, Março 09, 2007

Estupro como Tática de Guerra

Você deve ler o artigo da Katarina chamado Estupro como Tática de Guerra agora mesmo.
Katarina reverbera a depressão infinita que está sentindo a blogueira iraquiana Riverbend.
Você está proibida (ou proibido) de formar uma opinião sobre a guerra no Iraque antes de ler este relato.

Quinta-feira, Março 08, 2007

Cansaço

Meu cansaço não é uma função linear do meu esforço.
Percebi isso recentemente.
Quando a quantidade de esforço que eu faço por dia diminui para baixo de um certo limiar meu cansaço começa a aumentar.

Comecei a fazer quinze minutos de exercícios de manhã.
Passei o dia sem dar um único bocejo.

Segunda-feira, Março 05, 2007

Pausa Pós-Carnaval

Quase o mês inteiro sem beber a base de antibióticos.
Issa! :-(