Sexta-feira, Julho 27, 2007

Eu não sei, a culpa não é minha!

Eu andei ponderando muito sobre essa estranha frase, "Eu não sei, a culpa não é minha!", no contexto da minha situação atual.

Cheguei à conclusão que essa frase não deve ser usada nunca. As únicas pessoas que têm o direito de usá-la deveriam, ao invés, dizer "Isso não tem nada a ver comigo".

Se você é um empregado, serviçal, ajudante, ou uma pessoa qualquer na posição de executar tarefas em nome de outra pessoa, está em uma dessas posições:

1) Economizando o tempo da pessoa realizando suas tarefas paralelamente.
2) Economizando outros recursos da pessoa realizando tarefas para o qual você está mais capacitado.
2b) Viabilizando a vontade da pessoa ralizando tarefas para o qual ela é incapaz.

Se você está nessa posição e, diante de um problema, diz "Eu não sei, a culpa não é minha", você está afirmando que você é inútil.

1) Você não economizou o tempo da pessoa.
2) Você não economizou os recursos da pessoa.
2b) A vontade da pessoa continua inviável.

O cenário final é exatamente o mesmo que um cenário em que você nunca existiu. O resultado final deu na mesma, com você, sem você.

É claro que, enquanto servindo a uma outra pessoa, você não existe para apenas uma tarefa, e falhar uma vez não significa que o seu valor é zero. Porém, enquanto serviçal, se você não entende que a culpa é sua, você não serve.

Se a imagem de um serviçal não agrada, existem outras: a imagem de um agente de elite sob o comando de uma inteligência militar. A sua função é viabilizar a vontade do país, digamos. O que significa para um agente de elite dizer "Eu não sei, a culpa não é minha"?

Eu encontro essa atitude disfarçada de um modo ou de outro por toda a parte no mercado de trabalho, desde colegas de trabalho, até chefes, passando por prestadores de serviço de toda sorte.

Acredito que a mais simplória e aceitável melhoria para esta atitude é "eu não sei, a culpa é minha" porque, ao menos, significa assumir a responsabilidade pelo que lhe cabe.

O segundo passo é "eu não sei, a culpa é minha, vou descobrir" porque significa que a pessoa não desistiu da responsabilidade que lhe cabia -- significa veladamente "se você não desistiu de mim, eu não desisti de fazer".

Entender os limites das capacidades é bom, e aceitar que o erro acontece é bom; mas eu odeio "eu não sei, a culpa não é minha".

Quinta-feira, Julho 26, 2007

Mais um Curso!

Me inscrevi no curso "Projeto orientado a Componentes com UML" do CCE da PUC.
O professor é o mesmo do curso do semestre passado, o Rodrigues.
Ele é muito bom.
Estou ansioso para começar.

Domingo, Julho 22, 2007

Aviação, governo etc.

As reportagens da Mídia Oficial[tm] sobre os problemas da aviação estão insuportáveis.
É surreal a insistência em atribuir aos líderes do governo federal a culpa pelos acontecidos mesmo diante de evidências concretas do contrário.
Como sempre, o tom do texto do Azenha sobre esse assunto reflete a meta-indiganção que gente inteligente deve estar sentindo ao tentar se informar sobre o assunto em vão.

Segunda-feira, Julho 16, 2007

Air, Photograph

Tem uma coisa que acontece nessa faixa a 02:14min que me arrepia.
Acho que o pessoal aqui do escritório está começando a ficar meio nervoso comigo hoje.
(É do Pocket Symphony.)

skateboard

eu compraria um skate
levaria ele pra andar no calçadão no domingo seguinte
andaria por entre as pessoas por dez, vinte minutos
e então não conseguiria evitar de pensar nos meus problemas
mulheres, dinheiro... iates...
acabaria tomando um chopp no quiosque
no fim de semana seguinte meu skate estaria acumulando poeira no armário

eu gosto de chopp.

Absurdo

Um sujeito escreveu um artigo curioso no Kuro5hin sobre o absurdo.
Acho que o gosto que ele tem pelo absurdo é parecido com o gosto que eu tenho pela mentira mas um pouco mais contemplativo: mentir é um verbo; não existe "absurdar".

Acho que o interessante nas mentiras, e nos absurdos, é como são reveladores da fragilidade da estrutura do pensamento e da expressão.

crowdsourcing

Wired sobre crowdsourcing: "It is a community’s ability to allocate intellectual resources organically in this way that can make it a more efficient machine than a traditional, hierarchical organization."

Quinta-feira, Julho 12, 2007

Tá de sacanagem


<xikita> oi
<xikita> Thoth, é teu sobrenome ?
<Thoth> Nem.
<Thoth> É a grafia em cóptico do nome de um deus egípcio.
<xikita> ?
<xikita> é q conheço pessoas q tem Thoth como sobrenome, obrigada :)
<Thoth> Que interessante.
<Thoth> De onde é essa pessoa?
<xikita> Do Rio.
<Thoth> Esse sobrenome escreve exatamente assim?
<Thoth> Isso é surpreendente.
<xikita> e o nome da pessoa... Peter Thoth

Mais Brasil, Menos Impostos

Estou levando a sério este abaixo-assinado pelo fim da CPMF.
[Atualizado: havia um... erro bizarro nesse post.]

...god shines through...

Essa foi uma das paradas mais tristes que eu li nos últimos tempos.

a softer world

Simplesmente inacreditável.

Conhecimento

Há essa história que eu já devo ter contado pros meus amigos mais íntimos. Um colega de faculdade, Sidnelson, certa vez me disse que achava o máximo toda a minha leitura e tal. Eu fui obrigado a dizer a ele que aquilo não levava realmente a lugar nenhum.

Hoje eu li uma parada na Internet que eu bem podia ter dito a ele; teria sido uma resposta muito melhor.

Ei-la.

"Quanto mais você sabe, mais piadas você entende."

Quarta-feira, Julho 11, 2007

AiR

Até hoje, quando eu ouço Venus, eu choro.
Lágrimas não correm mais mas eu aprendi a perceber quando eu choro sem chorar.

[Editado para remover comentários desnecessários.]

Devaneio no. ?

[Perdi a conta.]

Ele estava assistindo a um Brasil e Uruguai. Havia acabado de chegar; saiu de casa para tomar um chopp movido pelo extremo tédio. Já era tarde da noite e um pouco de sono combateu a vontade de sair de casa em vão.

Sentado à uma das mesinhas circulares na frente do bar, do lado de fora da cerca-viva que delineava a área externa de mesas, estava no terceiro chopp e no último pênalti -- disputa por um empate dois a dois -- quando tudo se apagou de repente. A sensação de peso desapareceu gradualmente porém a uma velocidade espantosa; não havia tevê, gente, cerca-viva, mesinha circular, banco de madeira, chão, corpo, planeta terra, nada.

A própria noção de si mesmo não surgiu. Então, tudo voltou ao normal. Agarrou-se à cadeira e olhou fixamente para qualquer ponto por um instante. Estava tudo normal; sabia onde estava, a visão não estava turva, a destreza estava 90%, o Brasil ganhou a disputa de pênalti.

-- Caralho -- pensou -- essa foi a amnésia alcoólica mais rápida que eu já tive.

Terminou de tomar o mais interessante terceiro chopp de sua vida, pagou a conta, e voltou pra casa.

Privacy and the "Nothing to Hide" argument

This article from Slashdot talks about a paper from a certain Daniel Solove explaining the falacies of the "nothing to hide" argument. You can actually download but the link is a little obscure; it's in the very middle of the page.

"At the base of the fallacy, as Bruce Schneier has noted, is the 'faulty premise that privacy is about hiding a wrong.'"

Terça-feira, Julho 10, 2007

Precisamos Ficar Putos

Dizem meus parentes, digo eu e diz o Anão Corcunda.
É realmente impressionante.

Ansiedade

É absurda a quantidade de possibilidades conhecíveis por uma pessoa bem informada no século 21.
Há, simplesmente, livros demais pra ler, música demais pra ouvir, quadrinhos demais, peças de teatro, boites a conhecer, lugares a visitar, mulheres pra namorar, gente diferente pra conhecer, estilos de vida para experimentar, formas esquisitas de embriaguez e ridículo, é intolerável.

Estou sentindo uma vontade infinita de me alegrar!

Segunda-feira, Julho 09, 2007

Shopping

Finalmente uma mulher conseguiu me arrastar ao Rio Sul pra comprar roupas.
Eu estava precisando de uma calça jeans nova pro dia a dia; voltei com duas calças jeans, uma blusa de manga comprida, uma blusa de manga curta, e um par de meias.

Embriaguez

Pelo segundo fim de semana consecutivo eu fiquei bêbado a ponto de ouvir um "você chegou bem em casa? você estava muito engraçado naquele dia".
Estou me sentindo com vinte anos de idade outra vez.

Quinta-feira, Julho 05, 2007

Mulheres

A alguns anos atrás eu estava no banco do carona de uma mulher, entrando na garagem do meu prédio.
Era necessário que eu saísse do carro para acenar ao porteiro que então abriria a garagem.
Fiz exatamente isso, e mais: deixei a porta do carro aberta esperando o meu retorno, para não ter que abrí-la mais uma vez.

Imediatamente depois de fazer isso a mulher, no banco do motorista, começou a espernear: eu largara a porta do carro aberta no meio da rua, onde pessoas estranhas passavam, deixando-a em grande perigo.
Foi o início de uma noite desagradável.

Outro dia eu estava no banco de trás de um casal, entrando na garagem do meu prédio.
A mulher, que estava no banco do carona, saltou do carro para acenar ao porteiro.
Ao fazer isso, ela escancarou a porta do carro, para que permanecesse aberta até ela retornar.
Enquanto ela acenava para o porteiro, duas figuras sinistras passavam na frente do carro, uma delas olhando curiosa para dentro de um carro aberto em plena calçada.

Naquele momento eu pensei: acho que acabei de me tornar um pouquinho mais sábio.
Também pensei um pouco sobre a sensação de culpa.

Segunda-feira, Julho 02, 2007

Aniversário da Mami

A festa surpresa pra mami domingo foi excelente.
Vieram todos os parentes próximos exceto tio Flávio.
Fazer a festa foi melhor que comprar um presente xumbrega!