Domingo, Dezembro 30, 2007

Servidor Gratuito de Ragnarok

A Level Up!, que tem os direitos de comercialização do Ragnarok Online no Brasil, abriu um servidor gratuito em Dezembro. O servidor Thor tem configuração diferenciada e, de certa forma, favorece a Level Up! levando os jogadores a querer comprar -- em dinheiro vivo -- certos itens especiais.

Achei uma boa manobra. A Level Up! estava super descreditada pela comunidade. Agora, pelo menos, as pessoas não vão precisar mais pagar se acharem que o serviço está uma bosta.

Há um servidor "premium" novo, o Odin. Não entendi se os servidores antigos foram para o beleléu.

Sábado, Dezembro 29, 2007

äsana

Eu sou um aspirante a Iogue.
Pratico ioga em casa no meu tempo livre.
Hoje alcancei um estado, no exercício de äsana, tão incrível que resolvi ler novamente sobre o assunto.
Aqui estão duas descrições da prática de äsana: a primeira (é preciso pular os "preliminary remarks" e alcançar o capítulo um) e a segunda. São do mesmo autor. Eu provavelmente colaria aqui um link para os ioga sutra mas não sei onde tem.

Quinta-feira, Dezembro 27, 2007

Vocabulário

Ler a Wired me faz abrir com frequência o Merriam-Webster.

bicho

esses dias de festa tão assim que eu não tô entendendo é nada
sacou

Terça-feira, Dezembro 18, 2007

Suicide Bombing Makes Sick Sense in Halo 3

Muito interessante.

Domingo, Dezembro 16, 2007

CPMF e sonegadores de impostos

Hoje o David estava me explicando como se usa a CPMF pra pegar sonegadores de impostos.
A história é mais ou menos a seguinte: como o governo não pode simplesmente inspecionar as contas correntes dos correntistas pra determinar o que tem lá, não pode simplesmente determinar quanto uma pessoa deve pagar de impostos.

Porém, como os bancos são obrigados a cobrar CPMF de cada transação, o governo, contabilizando a contribução compulsória paga, pode inferir quanto dinheiro foi movimentado e iniciar um processo formal caso a movimentação seja incompatível com a renda declarada.

Pois bem.
Alegar que a CPMF é necessária para esse fim é tolice.
O fim, em si mesmo, é obviamente bom.
A cobrança de contribuição compulsória, por outro lado, nada tem a ver com o esquema.

O problema, de certa forma, é o sigilo bancário.
Porque há sigilo bancário, há oportunidade de sonegação de impostos.
A CPMF, nesse caso, é uma forma de evasão do sigilo bancário: somando a CPMF paga por um correntista é possível inferir quanto dinheiro ele movimento sem inspecionar a conta corrente dele diretamente.

Me parece, de certa forma, que isso, somente isso, é um lance totalmente ilegal.
Vamos supor que isso é na verdade legal.

A solução é, simplesmente, estabelecer um sistema de monitoramento de quantidades movimentadas.
A CPMF, por exemplo, poderia perfeitamente ser contabilizada em um histórico; sem cobrança.
Isto é: já que é permitido manter um histórico de certa porcentagem de cada movimentação de um correntista, então que simplesmente se faça isso: guarde em algum lugar um histórico de certa porcentagem de cada movimentação do correntista.

De fato, a princípio, é perfeitamente viável que o sistema financeiro moderno mantenha históricos decentes de movimentações financeirais individuais -- deixemos os valores de lado por enquanto.

O problema prossegue então para que, de algum modo, o governo seja capaz de comparar a renda declarada do sujeito com algum indicativo de volume tal que seja possível determinar se aquela renda declarada faz sentido comparada com aquele volume. Isto é, determinar se deve-se abrir processo investigativo aqui.

Isso é o que eu entendo como o truque que a CPMF permite: ela permite que seja percebido o volume de valores movimentados por um sujeito de modo tal que se possa perguntar se aquele volume é compatível com a renda declarada e então iniciar uma investigação formal.

Se o governo está preparado para abrir esta brecha no sigilo bancários dos correntistas então um sistema de mensuração de volumes poderia ser aplicado para simular este truque com uma dada granularidade. Digamos que toda movimentação financeira seja classificada, e arquivada, como tendo volume em ordens de grandeza 1, 10, 100, 1000, 10000 etc.
Dessa forma seria possível realizar essa inferência.

Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

quips do HDR

Olha que maneiro.

’The Human Development Report 2007/2008 should be mandatory reading for all governments, especially those in the world’s richest nations. It reminds us that historic responsibility for the rapid build—up of greenhouse gases in the Earth’s atmosphere rests not with the world’s poor, but with the developed world.’
-Luiz Inácio Lula da Silva
President of the Federative Republic of Brazi
é uma das quips do site do Human Development Report.

Tô procurando lá os reports antigos pra tentar descobrir o que houve com a Venezuela desde que o governo do Chávez começou.

Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Banco del Sur

A BBC noticía os primeiros passos do Banco del Sur.

Achei ali uma passagem interessante sobre as atuais dificuldades da Bolívia.

Gustavo Guzman, Bolivia's ambassador to Washington, explained to the BBC that the Banco del Sur would provide a much-needed "alternative source" of funds.

He points out that it has been difficult for Bolivia to get loans from the IMF and international markets since the government's recent moves to renationalise its oil and natural gas industry.

Está aí concretizada a crítica séria feita à manobra de apropriação do gás feita pelo governo da Bolívia. Se ontem você andou se apropriando das coisas dos outros, o que acha que vai acontecer hoje quando pedir aos outros coisas emprestadas?

(Isso é diferente do que fez a Argentina.)

Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

quando a sua percepção é muito melhor que a sua habilidade...

...é sofrimento na certa.
Tentei dez vezes gravar a valsa mais bonita que eu sei (sic) tocar no piano.
Todas ficaram uma droga.

Ancorado

Eu não agüento mais estar preso no Rio como eu estou.
Sempre que surge uma oportunidade maneira de viajar eu não posso porque isso ou aquilo me mantém amarrado aqui.
Eu vou começar a recusar compromissos. Não é possível!

Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

Piano ...

... chegou, ou quase.
Era para estar super afinado né.
Mas tem umas teclas que parecem perpetuamente no pedal de prolongamento (não sei o nome oficial dos pedais).

E algumas teclas pretas fazem um TÓIM metálico horrível.

Terça que vem estou aqui de pé às 08h da MADRUGADA -- porque 08h não é MANHÃ -- pra ajudar o sujeito a terminar o trabalho de afinação.

De resto, ficou realmente muito melhor que estava antes.

Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

O Que Fazer

Então esse sujeito engraçadinho resolveu atiçar uma discussão social sobre o impacto dos valores de beleza propondo um imposto especial para os bonitos.

Ao final do artigo ele dá aquele conselho insosso das pessoas "de bem com a vida":

Por fim, Otálora dá um conselho a seus "pares" feios: "Eu me reconciliei comigo mesmo quando me olhei no espelho, parei de me julgar e comecei a gostar de mim mesmo. E, às dificuldades, respondi com bom humor."


Esse conselho é uma droga. A idéia é até boa -- implicar com a sociedade, provocar pensamentos fora do eixo. Mas o conselho continua uma droga.

Uma digressão.

Treinar kung fu, treinar ioga, treinar magia, treinar a habilidade-de-ser-sábio -- isso é o que todos os autores de livros de auto-ajuda e conselheiros do "de bem com a vida" se propõe a fazer. Mas, da mesma forma como os sacais autores sobre ioga, essas pessoas falham miseravelmente em dizer a você o que fazer; elas dizem apenas o que acontece no final.

Tome, por exemplo, este "parei de me julgar". Julgar-se, julgar-se mal, é exatamente o que faz a pessoa com baixa auto-estima. Parar de julgar-se mal não é o método, é o objetivo. Mas qual é o método? Como se faz para parar de julgar a si mesmo?

Um outro exemplo, típico, um sujeito que diz a outro sujeito, este viciado em cigarros: "parar de fumar é só querer". E daí? O problema do viciado não é o objeto mas a vontade, a compulsão. Como uma pessoa faz parar querer o oposto do que quer -- ou deixar de querer o que quer?

"Começar a gostar de si mesmo" não é o início, é o fim. Como o adepto falando a Adonai diz: esperar por você é o fim, não o início. O que fazer para chegar a este fim é o que falta anunciar.

Este é o critério necessário e suficiente para detectar o sábio-charlatão da espécie mais pobre: ele sempre declara o resultado, nunca declara o método.

UML Components versus CASE

Eu estou a horas no Rose passando a limpo o modelo do projeto do curso.
É absurda a quantidade de tarefas mecânicas e repetitivas que eu estou fazendo aqui.
Se essa merda de Rose fosse programável, como o Enterprise Architect, eu já teria parado de trabalhar pra programar o Rose pra trabalhar pra mim.

Sem sombra de dúvida eu vou fazer exatamente isso no Enterprise Architect assim que esse curso tiver terminado.

Terça-feira, Dezembro 04, 2007

Medo na América Latina

Lê-se hoje na BBC sobre o Ecuador:

"Critics say the reforms will focus more power in the president's hands and this will frighten off foreign investors."

É impressionante como se ouve isso a toda hora.
Quando o Lula estava para entrar no poder houve a mesma coisa -- medo da fuga dos "investidores".
Sinceramente, se nem da Venezuela os investidores fugiram, não vai ser do Equador que eles vão fugir.

Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

Chávez e o seu referendo

Este comentário da BBC eu achei realmente bem na mira.

"Though some of them may still support him, he says, they think he has gone a little too far in a country which has a history of dictatorships."

As "opiniões" sobre o presidente da Venezuela que aparecem por aí são extremas demais. O sujeito tem um projeto político meio estranho e rapidamente ouve-se que ele é um "ditador". Ditador fazendo referendos populares?

A opinião expressa pelo repórter da BBC é moderada e acertada: a mudança proposta é simplesmente demais diante de uma história de ditaduras. Acho que ninguém se sentiria confortável em contrariar essa percepção.

Chávez tem ainda longos anos na direção do país, tempo suficiente para que até mesmo a elite venezuelana aprenda que é possível fazer riqueza sem vilipendiar o povo -- e que um país que trata seu povo bem é um bom lugar pra se viver. (E que quando Zé Povinho tem dinheiro o comércio floresce.)

Outro dia, conversando com alguém, eu ouvi mais uma vez que "nós temos que ver se o Chávez vai ou não ser um bom líder pra Venezuela". Mas o Chávez já está no poder lá desde 98 -- e nós ainda não sabemos que impacto teve o governo dele? Peraí.

Vou dar uma pesquisada no site do Human Development Report Office e aprender a ler os documentos que eles produzem anualmente. Vamos resolver esse "temos que ver" até o final do ano -- aproveitando o embalo do último estudo, que já foi publicado.

Domingo, Dezembro 02, 2007

Hackers

Entender a minha personalidade é, em parte, entender como funciona um hacker.
O Jargon File é imprescindível, nesse empreendimento.
Os apêndices são especiais. :-)

Do Baú

Ontem fui ao casamento de uma amiga do jardim da infância.
Acho que cheguei ao limite da minha viagem ao passado.

Foi uma experiência fantástica.