Defesa da Monografia...
...dez!
...do cansaço dessa vida, e do peso de ter que ser alguém...
...às 14h30. Logo depois de comer. A ansiedade está misturada com a comida. Estou enjoado. o.0
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O Rythmbox é um "media player" para o GNOME com suporte ao protocolo DAAP.
Através do DAAP, o Rythmbox encontra automaticamente todos os colegas de trabalho na mesma rede que você, pra que ambos compartilhem suas coleções de música entre si.
É uma maravilha que não demanda esforço.
Aqui na rede do trabalho você encontraria os seguintes compartilhamentos:
- all your mp3 are belong to us
- E = m.c^2
- Lay down your souls to the gods Rock and Roll
- Músicas do FULANO
- Radiola do seu zé
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10:58
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Eu sou um esotérico, certo. Um ateísta, antes de ateísta um agnóstico, e um esotérico por prazer.
Não obstante, eu sou uma pessoa inteligente.
Por ser inteligente, não consigo suportar certas idéias, como por exemplo a idéia de que a descoberta da anti-matéria é prova irrefutável da existẽncia do mundo espiritual. [1]
Recentemente alguém me alertou para a relevância da obra de Wittgenstein. Achei esta pérola na Wikipedia, na página dedicada a ele.
"In this regard, one can see affinities between Wittgenstein and Kant. In the Critique of Pure Reason, Kant argues that when concepts grounded in experience are applied outside of the range of possible experience, the result is contradictions and confusion. Thus the second part of the Critique consists of refutations, typically by reductio ad absurdum, of logical proofs of the existence of God and the existence of souls, and attacks on strong notions of infinity and necessity. In this way, Wittgenstein's objections to applying words outside the contexts in which they have an established meaning mirror Kant's objections to the non-empirical use of empirical reason."
[1] Sua Divina Graça A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, "Fácil Viagem a Outros Planetas", Editora THE BHAKTIVEDANTA BOOK TRUST INTERNATIONAL, 1998
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Tópicos: filosofia
Sendo um Thelemita, ou um Telemita se você preferir, é natural que o problema de "fazer a própria vontade" seja constantemente trazido de volta à atenção.
Um dos aspectos mais intrigantes sobre esse problema é o de se observar que, dado um conceito do que é a Vontade de um ser humano, todos sempre fazem a própria vontade, a todo momento, invariavelmente.
Isto é assim se você entende por Vontade justamente aquele aspecto do ser humano que o mobiliza, e se você entende a mobilidade de um ser humano é sempre baseada na mobilidade do seu corpo, isto é, tudo o que um ser humano faz é, no fim das contas, algo que seu corpo faz.
Nós sabemos que o corpo humano é movido através de uma intrigante interação entre ossos, fibras musculares e neurônios. O corpo se move porque o cérebro comunica aos neurônios que comuniquem às fibras musculares que se contraiam ou relaxem, de tal modo que os ossos são puxados uns para perto dos outros ou largados à mercê da gravidade, o que por fim tem o impressionante efeito final de fazer o corpo inteiro, ou parte dele, se mover.
Assim sendo, qual é o sentido em dizer que uma pessoa não está fazendo sua própria vontade, ou que não está fazendo aquilo que ela quer? Nenhum.
Porém, é indiscutível que praticamente todas as pessoas tem a experiência desagradável de que não estão fazendo algo porque querem. Uma das razões porque isso é assim é porque a pessoa em questão se percebe enredada por algum poder que a coage de alguma maneira.
Acredito que um dos motivos porque o crime de violência física é tido como abominável, em comparação com crimes chamados "colarinho branco" que, não obstante, tem um impacto negativo em um número bem maior de pessoas.
Crimes de violência física atuam diretamente sobre a liberdade do corpo de um ser humano; quando eu, que sou forte, agarro o braço de uma outra pessoa, que é fraca, esta outra pessoa se vẽ privada da liberdade de ir para longe de mim.
Agora, quando uma operadora de telefonia inflige a um indivíduo cobranças indevidas mês após mês, transtornando essa pessoa horrores com a necessidade de falar horas a fio com um burocrata, esse mal se refletirá em uma multa. Entendo que isto é assim em parte porque, fora todas as outras considerações relevantes, há pouca violação na liberdade dos corpos aqui; o indivíduo continua sempre com a opção de se afastar, de romper o relacionamento.
Existem outros aspectos interessantes desse problema, como a pedagogia. Muito se fala superficialmente sobre convencer o aluno a entender os assuntos, ao invés de decorar as informações, mas pouco se fala sobre o uso do verbo convencer nessa história. Existe algo de seduzir no ato de educar. Alguém que ainda não compreende não tem como saber o valor daquilo que irá um dia compreender, se cumprir as regras de um processo pedagógico. Essa pessoa atravessará esse processo porque motivo? Uma das maneiras de fazer isso é através do medo, outra através da sedução. Haverá quem diga que uma coisa é instância particular da outra.
Em todos esses casos há algo de privação da liberdade do outro envolvido, o que nos leva de volta a pensar, nesses casos, como é possível que uma pessoa faça sempre sua vontade. (Fazer às vezes sua vontade não faz sentido como regra fundamental de uma ética.)
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20:08
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Tópicos: filosofia
